<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589</id><updated>2012-01-18T05:56:07.916-08:00</updated><title type='text'>escritos de amauri ferreira</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-4923544100437128494</id><published>2011-11-20T05:34:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T14:10:34.763-08:00</updated><title type='text'>Opinião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando grupos de jovens ocupam uma rua, uma praça ou até a reitoria de uma universidade, costumam ser considerados, por muitos comentadores dos meios de comunicação, como “vagabundos”, “selvagens”, “violentos” e “criminosos”. É fácil associar a imagem de uma parede pichada ou de uma mesa quebrada com uma ação violenta e criminosa – logo, boa parte da sociedade espera que os que agiram assim sofram algum tipo de punição, pois, afinal, a ordem deve ser preservada. Mas quando se comprova que um político é corrupto, que se apropriou do dinheiro público, por exemplo, não é considerado “selvagem” ou “violento” pelos comentadores da mídia. Quando um político é considerado criminoso, trata-se de um contexto muito diferente de quem picha parede ou quebra mesa. Como a mesa destruída ou a parede pichada são associados à “selvageria”, isto é, à incivilidade, é incomum considerar incivil um político corrupto, já que ele não quebra objetos e não suja o espaço público –&amp;nbsp; então, nesse sentido, não pode ser considerado uma ameaça à ordem social... Em um caso, a ordem social é explicitamente ameaçada; no outro caso, ela nem é considerada como ameaçada. Desse modo, é mais fácil que o ódio e a indignação para com um grupo de jovens considerados “delinquentes” sejam muito maiores do que para com um político corrupto, mesmo quando a sociedade tem uma vaga noção de que o dano causado por um grupo de jovens é muitíssimo menor do que o dano causado pelo político corrupto... Certamente, se quisermos, apenas por convenção das palavras, chamar de “violenta” e “criminosa” as ocupações de ruas, praças, reitorias ou edifícios abandonados, isso não se compara, de modo algum, com a violência cotidiana exercida por aqueles que se servem do Estado para garantir os seus interesses parasitários e perversos (interesses que são, de fato, de acumulação de dinheiro e de manutenção de poder). É para estes indivíduos que alguns comentadores da mídia trabalham, utilizando-se de clichês como “a culpa é de tal partido político”, “a polícia está a serviço do povo”, “é um bando de desocupados”,&amp;nbsp; entre tantos outros clichês, servindo para alimentar discussões improdutivas na sociedade, movendo desejos vaidosos onde cada um quer impor a “sua” verdade ou, para dizer mais claramente, &lt;i&gt;de impor uma opinião que foi, antes, construída pela mídia&lt;/i&gt;. Discussões, confusões, opiniões, tudo isso serve para manter escondida uma outra violência, que é muito, muito mais grave: aquela que é exercida por juízes, políticos, empresários e tantos outros que participam desse grande circo de horrores, servindo-se, inclusive, da mídia para não se tornarem alvos do ódio das massas. O ódio das massas é perfeitamente dirigido não somente aos jovens considerados “delinquentes”, mas muito mais frequentemente aos mendigos, aos pobres drogados, aos assassinos, já que estes são considerados –&amp;nbsp; conforme já dissemos –&amp;nbsp; como uma ameaça explícita à ordem social. Por isso é importante questionarmos o que chamam de “ordem”... “Ordem” como manutenção de interesses mesquinhos?... E se pensarmos que a manutenção dos interesses mesquinhos, que são mantidos através de uma violência constante, são&lt;i&gt; determinantes&lt;/i&gt; para a reprodução de assassinos, pobres drogados, mendigos, invasões de edifícios abandonados, ruas, praças?... O poder exerce o seu domínio pela linguagem, e a mídia oficial, nesse sentido, não cessa de reproduzir significados que mantém as massas reduzidas à &lt;i&gt;opinião&lt;/i&gt;, inibindo, desse modo, o exercício da crítica como força do livre pensamento. A comunicação de massa, cada vez mais crescente, forma indivíduos que agem, escrevem e falam o que é legitimado e ditado pela linguagem do poder. E na época onde a mídia continua a aumentar o seu domínio, é inevitável que os indivíduos massificados recorram aos mais antigos clichês para tentar compreender manifestações de desejo que são absolutamente inéditas e singulares. A vulgarização crescente é sintoma de uma penetração cada vez maior dos &lt;i&gt;mass media&lt;/i&gt; no cotidiano dos indivíduos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-4923544100437128494?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/4923544100437128494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=4923544100437128494&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4923544100437128494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4923544100437128494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2011/11/opiniao.html' title='Opinião'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-4748925802471462927</id><published>2011-11-19T14:36:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T16:42:08.064-08:00</updated><title type='text'>Imprevisível</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se pensarmos no que leva os homens a desejarem a repressão, isto é, &lt;i&gt;a fazerem aquilo que sentem como uma violência sobre si mesmos&lt;/i&gt;, sem cultivar um amor pela obra, resignando-se com a ausência de tempo e de pensamentos próprios, compreendemos que não se trata de rotulá-los como vítimas ou culpados por seus infortúnios. Mas também quando dizemos que a repressão é uma produção social, como uma constatação de que se os homens fazem aquilo que, no fundo, não gostariam de fazer, é porque não houve outra opção melhor para eles (por simples necessidade de sobrevivência), não nos faz ainda compreendermos o que move o desejo por repressão. Talvez tenhamos que dirigir a nossa crítica ao modelo familiar da sociedade capitalista, onde a criança é, de acordo com esse modelo, educada para ter direito a um futuro na sociedade, pois as peças que constituem a máquina de reprodução do capital começam a ser formadas na família. A criança que tem um impedimento das suas experimentações com o corpo passa a ser, gradualmente, introduzida numa ordem muito comum da vida dos adultos: horários rígidos para os estudos, para a diversão, para as refeições, além da exigência de determinados comportamentos, tarefas, espaços de confinamento ocupados por ela. Sua obediência é recompensada com elogios e com presentes e, como sua potência é reprimida num ambiente rígido, não podemos estranhar o fato de que a repressão seja considerada por ela como algo “natural”, desde que se tenha sempre alguma recompensa por agir do modo que a família espera. Essa suposta “naturalidade” da repressão pode se seguir durante a sua existência: na escola, por exemplo, pode se esforçar para se comportar da maneira que a instituição deseja, mesmo se o que ela presencia na sala de aula é, em grande parte, &lt;i&gt;inútil para sua vida no presente.&lt;/i&gt; Seus pensamentos e desejos estão em outros lugares coloridos, leves, lúdicos, porque eles têm mais sentido para a sua vida &lt;i&gt;atual&lt;/i&gt;. Porém, desde cedo na família, boa parte dos seus sonhos foi recalcado em razão do seu futuro que, embora incerto, não deixa de ser um objetivo que será mais facilmente alcançado quando ela renuncia aos seus sonhos ditos “imbecis” e “inúteis”. Se, mais tarde, supostamente este indivíduo “chega lá”, alcança o objetivo, isso não lhe deixa menos perturbado. De fato, nunca alguém “chega lá”, porque o futuro prometido é uma quimera, um embuste, pois não há conclusão de nada, tudo no mundo flui. Ao contrário daquilo que muitos gostariam que fosse, &lt;i&gt;o nosso futuro é imprevisível&lt;/i&gt;... O que flui, o que vive, isto é, &lt;i&gt;o que é real&lt;/i&gt;, é reprimido continuamente no capitalismo, seja na infância, na escola ou no exercício de uma profissão que é apenas &lt;i&gt;tolerada&lt;/i&gt;, certamente com conflitos... e continua a ser tolerada apenas enquanto o homem continua a se servir dos benefícios que provém do exercício de uma atividade que, &lt;i&gt;em si mesma&lt;/i&gt;, já não lhe tem o menor sentido. A consciência de que a contínua repressão dos seus mais profundos desejos, sonhos e pensamentos foi necessária para que uma vida normal e bem-sucedida pudesse ser alcançada, pode surgir em alguém, de modo imprevisível, como um engodo. Finalmente, um breve momento de lucidez... Ou ele olha para trás, para o seu passado, e vai buscar algum culpado, um responsável por seu infortúnio (muitas vezes ele mesmo se considera o culpado por suas “escolhas erradas”), ou, então, retoma o que foi violentamente interrompido e – por que não? – passa a dar vazão aos seus sonhos e desejos. Assim como uma criança, não há mais vergonha de se expressar por meio de um poema, de uma música, de uma aula ou, para falar de modo mais profundo, &lt;i&gt;por meio de algo que é feito com o coração&lt;/i&gt; – e isso vale para qualquer coisa que é feita quando sentimos a sua originalidade... ela vem de dentro, ela vem de nós mesmos. A não retomada do que foi reprimido faz o indivíduo carregar um, dois, três, muitos pedaços do seu passado, com um peso que pode chegar ao insuportável: pedaços que surgem como escolhas infelizes e prejuízos causados pelos outros (sejam eles familiares, amigos, cônjuges). Já não há mais futuro prometido, e a estrada adiante parece se dirigir rumo ao abismo, ao nada... A retomada do que foi interrompido, ao contrário, produz o futuro que lhe interessa, mas sem imagem, porque é tecido conforme os seus imprevisíveis encontros. Isto ocorre porque não é mais um vaidoso “eu” que está refém do passado e submetido a uma imagem de futuro (mesmo que o futuro seja o nada), mas sim a um incansável “tornar-se”... O imprevisível – e que também podemos chamar de &lt;i&gt;acaso&lt;/i&gt; – é a abertura máxima para não padecermos do nosso próprio passado e da nossa estúpida vaidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-4748925802471462927?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/4748925802471462927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=4748925802471462927&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4748925802471462927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4748925802471462927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2011/11/imprevisivel.html' title='Imprevisível'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-846057394600281573</id><published>2011-08-24T16:28:00.000-07:00</published><updated>2011-11-30T16:41:02.336-08:00</updated><title type='text'>Introspecção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem pode ver a obra em processo, por introspecção, é somente o autor. Fora isso, o mundo não pode vê-la em seu processo – quando a vê, vê mal, quando geralmente percebe apenas o que, na obra, permite que algo possa ser associado a alguma coisa já existente e familiar. Mas o mundo também não vê o autor, não pode sequer suspeitar da sua existência – ele é estranho demais para os códigos vigentes. Ver o autor seria identificá-lo, vulgarizá-lo, o que poderia bloquear a obra em processo. Mas se o mundo não pode ver o autor é porque, de fato, o autor, como agente causal, &lt;i&gt;não existe&lt;/i&gt;: ele é apenas um &lt;i&gt;meio de transmissão &lt;/i&gt;de afetos, de pensamentos, de desejos. Chamamos de &lt;i&gt;introspecção&lt;/i&gt; esta consciência de si como &lt;i&gt;meio de passagem&lt;/i&gt; para potências inesgotáveis do eterno que é a vida. Escrever por introspecção, falar por introspecção, viver por introspecção, faz brotar alguma realidade muito original de nós – realidade que não quer dizer nada, mas quer apenas... brotar e seguir, brotar e seguir, brotar e seguir... O homem mal começou a pensar, é ainda um iniciante na arte de pensar, ainda não está maduro para ter uma consciência que é, ao mesmo tempo, modesta e rica, que torna o pensador imperceptível no mundo das identidades que fazem dos homens objetos de consumo. A introspecção leva o autor a perceber a sua própria obra em processo, no que ela está se tornando, assim também&lt;i&gt; no que ele está se tornando...&lt;/i&gt; Uma parte dela, certamente, já existe, já está salva, porém, ele é imperceptível o suficiente para não ser enganado por sua obra realizada (a vaidade como sintoma de envenenamento), tampouco é incomodado pelas distrações que o fariam desviar dessa dupla produção, que inevitavelmente caminham juntas: a produção da obra e a produção de si... &lt;i&gt;Isto&lt;/i&gt; não deve parar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-846057394600281573?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/846057394600281573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=846057394600281573&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/846057394600281573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/846057394600281573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2011/08/introspeccao.html' title='Introspecção'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-8126798046009627880</id><published>2011-06-26T17:47:00.000-07:00</published><updated>2011-11-30T16:40:23.951-08:00</updated><title type='text'>Ignorância</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;Acreditar que um cérebro, ou um órgão qualquer, estão separados das relações com o mundo, traz consequências fundamentais para a construção de uma cidade. Alguém é adoecido por viver num meio violento: vemos, por exemplo, uma criança aprisionada quando habita um espaço constrangedor que reduz sua locomoção, que impede a experimentação com o seu corpo, convivendo com adultos já adoecidos socialmente. Será difícil imaginar o que uma criança assim pode se tornar? O que chamam estupidamente de “mente criminosa” não seria apenas o produto de uma cidade que violenta continuamente a vida? Pois é &lt;i&gt;essa&lt;/i&gt; violência que gera a outra, esta última apenas como efeito da primeira, inegavelmente mais grave e que não é percebida pelos homens, pois até os mais instruídos entre eles continuam a gritar pela lei para se protegerem dos “maus” indivíduos. Muitos médicos, psicólogos, professores, arquitetos e outros tantos diversos especialistas continuam a ignorar as relações do nosso corpo com o ambiente que vivemos – certamente eles trabalhariam a favor da vida se, ao invés de se limitarem à instrução, conquistassem o pensamento. A organização de uma cidade é o resultado da ignorância ou do conhecimento de seus habitantes – e o mesmo podemos dizer com relação aos seus governantes. Toda mudança radical é absolutamente necessária para o futuro de um povo que está enfraquecido – por isso que para uma cidade ser construída a favor da vida implica a urgência de educar os homens para o pensamento, libertando-se de um governo que somente faz proliferar ainda mais a ignorância, onde os homens preferem julgar em vez de pensar cada manifestação da vida como produto das relações... A violência é filha da ignorância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-8126798046009627880?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/8126798046009627880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=8126798046009627880&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/8126798046009627880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/8126798046009627880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2011/06/ignorancia.html' title='Ignorância'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-8172724143287255398</id><published>2011-05-16T20:56:00.000-07:00</published><updated>2011-11-30T16:39:21.550-08:00</updated><title type='text'>Amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;Para alguns homens, chega o momento em que são tomados por um sentimento &lt;i&gt;impessoal &lt;/i&gt;que os leva a cuidar da sua existência para que ela sirva de passagem para uma energia livre, que cresce e alcança um grau de expansão que continua muito além da sua própria carne. Um olhar atento para o passado da humanidade permite percebermos alguns  indivíduos que &lt;i&gt;entregaram a sua existência por amor&lt;/i&gt; – uma entrega irreversível, sem livre escolha, em razão de uma urgência de algo que sentem ser muito maior do que o seus nomes, os seus corpos, as suas &lt;i&gt;histórias pessoais.&lt;/i&gt; Alguém experimenta isso quando se dá conta, finalmente, que a própria obra está em processo: em certos casos, pode-se até dizer que parte dela esteja feita – isso pode ser um fato –, mas como o amor ao que está efetuado apenas alimenta a ilusão do eu, é indispensável que o desejo para cuidar da sua existência – e, por consequência, da própria obra em construção –  não seja esquecido. Ousamos dizer que o maior entendimento entre os homens apenas pode ser conduzido pela experiência desse sentimento de participar, de algum modo, do engendramento daquilo que é vital e indispensável para o futuro da humanidade. Se o que os homens amam é esse processo, está desfeita, então, a confusão do amor a algo que se imagina fixo, tal como o amor ao outro, ao objeto ou a qualquer coisa supostamente isolada. Se quisermos redimir o sentido vulgar da palavra “outro”, é preciso considerá-lo não como uma realidade “em si”, mas como parte de um todo, o que permite que ocorra uma aliança temporária que se constrói junto com alguém, isto é, uma amizade indispensável que é sustentada por um amor à vida. O olhar distante e introspectivo, caro à experiência de amar, nos liberta do amor à verdade absoluta, do fanatismo religioso, do orgulho de pertencer a uma seita, seja ela religiosa, moral, filosófica, artística. O amor dos fanáticos é mesquinho, venenoso, inibe o processo criativo, impede a autonomia, reproduz o temor dos indivíduos sobre tudo aquilo que tem um fim. Sem o engendramento da obra, os fanáticos e crentes de toda espécie não conseguem compreender que o fim não se opõe ao processo de produção da realidade – por isso o melhor remédio contra a fé é viver de modo criativo. E apenas há filosofia, ou melhor, conquista da criação filosófica, quando se é conduzido pelo amor, pois, caso contrário, o passatempo da linguagem, a fé na razão, fazem derivar questões distantes da vida, &lt;i&gt;que encobrem o processo e tornam a filosofia uma ferramenta para interesses vis... &lt;/i&gt;A brevidade da nossa existência orgânica já seria motivo suficiente para entendermos a urgência de não desperdiçá-la. Acordamos, comemos, respiramos, trabalhamos, enfim, existimos em função de alguma coisa que pode não estar suficientemente nítida para nós, mas que sentimos nos empurrar para adiante. Esse cuidado de si, como já é possível compreender, somente é sustentado pelo amor. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-8172724143287255398?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/8172724143287255398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=8172724143287255398&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/8172724143287255398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/8172724143287255398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2011/05/amar.html' title='Amor'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-4024739462552453280</id><published>2011-04-18T17:51:00.000-07:00</published><updated>2011-11-30T16:38:05.151-08:00</updated><title type='text'>Educação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sTEiXmBh5Uk/TazjAmwHrMI/AAAAAAAADEc/SnYtCbksoss/s1600/andry1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-sTEiXmBh5Uk/TazjAmwHrMI/AAAAAAAADEc/SnYtCbksoss/s320/andry1.jpg" width="166" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Nicolas Andry: A Ortopedia ou a Arte de Previnir e Corrigir, nas Crianças, as Deformidades do Corpo, 1749. Fonte: Vigiar e Punir, de Michel Foucault.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os estudantes que estão ávidos para acessar alguma teoria que pretendem aplicar, raramente chegam a questionar os motivos que determinam a se prepararem durante anos para poder reproduzir, da maneira mais eficiente possível, aquilo que aprenderam nos seus anos de estudo informativo. Queremos dizer, com isso, que não podemos dispensar um tipo de ensino que seja distinto do ensino oficial. Portanto, é necessário que o estudante tenha uma “autodisciplina”, um certo esforço que seja suficiente para escapar da disciplina imposta pela educação oficial, até que, enfim, ele se torne capaz, de acordo com suas necessidades, de viver sem submeter-se à transmissão de informação das escolas – embora seja possível, é certamente difícil que esse estímulo para encontrar as idéias que são as mais preciosas para a vida de alguém possa ocorrer entre os muros da escola... Já disseram que a criança precisa de espaço para correr, de árvore para subir, de rio para mergulhar, ao invés de ficar confinada várias horas num ambiente que lhe é hostil, durante os anos mais exuberantes da sua existência. Não dar mais prioridade às informações que são impostas burocraticamente na sala de aula é uma via importante para &lt;i&gt;quem deseja sinceramente o conhecimento&lt;/i&gt;, seja na idade em que estiver. A diferença é enorme: o conhecimento do que &lt;i&gt;acontece&lt;/i&gt; com alguém, o conhecimento das idéias que brotam em alguém e o conhecimento dos anseios de alguém se distinguem totalmente do conhecimento que é distante da vida de alguém, por simplesmente ser imposto para todos obedecerem. A repressão do corpo e da mente que os alunos sofrem durante uma parte considerável dos seus dias, seja através do confinamento (que produz afetos de entristecimento, tédio, ódio e também o &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;), seja através do controle das horas de estudo fora da escola (que roubam o tempo da experimentação), apenas os mantêm distantes de experimentar um amor que redime o homem da sua existência triste, que é o &lt;i&gt;amor ao conhecimento&lt;/i&gt;, pois somente através desse amor o homem passa a zelar por seus momentos de estudo e de experimentação, e de também perceber a educação como &lt;i&gt;processo vital&lt;/i&gt; da sua existência, e não como obrigação de conhecer algo para poder chegar a algum lugar ou para ter alguma vantagem na concorrência pelos “melhores cargos”, mas para viver com maior força, inventivo e cada vez mais capaz de transformar a si e o ambiente em que vive. Num caso, o estudante é um mero reprodutor de informação, inofensivo e dócil; no outro caso, o estudante permite que a vida gere idéias através dele (a sua dedicação aos estudos permite que tenha essa aliança criadora com o pensamento), por isso seu conhecimento é fruto daquilo que apenas aconteceu com ele – o conhecimento une-se aos acontecimentos da sua existência... Num caso, o conhecimento está alheio às questões mais essenciais da humanidade porque o estudante, independente da sua classe social, é severamente preparado para ser apenas mais uma peça da máquina de reprodução do atual sistema econômico; no outro caso, o conhecimento está diretamente ligado à pele e ao coração dele, por isso tem necessidade de continuar a conhecer o que, para ele, é a razão para continuar vivendo. Ser apenas um reprodutor de um saber é o destino de muitos estudantes intoxicados pela educação oficial, que se tornam ignorantes de si mesmos – libertar-se desse terrível sistema de “ignorantização” humana através da “democratização do ensino” é, evidentemente, muito complexo, já que envolve muitos fatores, acasos, encontros alegres com lugares e com gente disposta a ensinar e aprender de outro jeito, além da coragem de seguir os seus instintos, ou seja, de ler aquilo que deseja, que mais combina com sua vida, de escrever aquilo que pensa, de dizer o que nasceu das suas experiências. Enquanto a educação estiver separada da vida, haverá apenas uma sombra do conhecimento dela, e os estudos continuarão associados com sentimentos de repressão, de fadiga e de tristeza. Quem se alegra com o conhecimento, &lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;quem vive para ele&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, vive também para disseminá-lo – e busca redimir o conceito de educação ao lhe dar um novo e nobre sentido.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-4024739462552453280?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/4024739462552453280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=4024739462552453280&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4024739462552453280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4024739462552453280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2011/04/educacao.html' title='Educação'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-sTEiXmBh5Uk/TazjAmwHrMI/AAAAAAAADEc/SnYtCbksoss/s72-c/andry1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-7658245659932562226</id><published>2011-03-12T19:31:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T16:36:36.825-08:00</updated><title type='text'>Repressão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mundo contemporâneo, o desejo contínuo por repressão manifesta-se pelo modo vulgar de ouvir música, de ler um livro, de ver um filme, de ouvir uma aula – modos nada revolucionários de fruir obras que foram generosamente doadas para nós. O domínio de um tempo imaginário que organiza a sociedade, isto é, a organização através da incerteza que caracteriza um tempo futuro, gera angústia, desconfiança na vida e a consequente necessidade de maior repressão. Aprendemos a experimentar não por meio de uma projeção do que irá acontecer no tempo imaginário, mas somente aprendemos a experimentar... &lt;i&gt;experimentando&lt;/i&gt;, sem deixar a nossa consciência atrapalhar. É agindo, caindo, rindo, dançando, tal como uma criança que não deixa a especulação consciente &lt;i&gt;assassinar&lt;/i&gt; a sua experiência com o corpo e com o tempo. Redimimos o tempo quando tornamo-nos produtivos, quando fazemos o que queremos, o que amamos, sem termos necessidade de lutar contra o tempo do relógio. A repressão que um povo sofre – e que, no seu limite, faz explodir o ódio ao seu repressor – não é, de modo algum, exclusividade do Estado despótico. No Estado democrático a repressão também existe. O tempo da criação e da felicidade é reprimido pela imposição do relógio, pela imposição da normalidade, pela imposição da inclusão, pela imposição da diversão, pela imposição do consumo, pela imposição da informação. Mas a obra de arte nos redime do domínio do tempo artificial e nos permite mergulhar numa intensificação da vida em nós. Por isso qualquer poder odeia a arte, e a sua massificação é uma tentativa de diminui-la, de torná-la inofensiva, de reprimi-la. A filosofia também é reprimida quando o pensamento, dentro da academia, torna-se inofensivo – em geral, o filósofo acadêmico, em troca de salário (e também em razão da sua vaidade), resigna-se com uma vida de &lt;i&gt;burocrata&lt;/i&gt; e reprodutor do saber oficial. A repressão da democracia liberal é sutil e, assim como ocorre na sociedade despótica, também é perigosa, também é desejada, mas de um modo que lhe dá um sucesso singular: como não existe o tirano, ela impede que o objeto de ódio tenha um rosto, que seja identificado. “O” repressor, de fato, não existe. O que existe são indivíduos que querem reprimir, que são educados para a repressão, que recebem recompensas por reprimir. Mas o que também existe é a repressão que estes mesmos indivíduos sofrem por meio de outros que, no fundo, &lt;i&gt;também são reprimidos&lt;/i&gt;, e assim segue um sistema de repressores-reprimidos... É inevitável que os que aceitam este jogo perverso mantenham o sucesso da democracia liberal – e&lt;i&gt;les lutam pela sua própria repressão porque dependem da preservação deste sistema&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-7658245659932562226?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/7658245659932562226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=7658245659932562226&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7658245659932562226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7658245659932562226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2011/03/repressao.html' title='Repressão'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-1299472345322268676</id><published>2011-01-23T09:07:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T16:35:39.020-08:00</updated><title type='text'>Inclusão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;A divisão do mundo em duas realidades, a teoria e a prática, &lt;i&gt;enquanto estão sustentadas por uma moral&lt;/i&gt;, por uma irresistível vontade de &lt;i&gt;corrigir &lt;/i&gt;os homens, torna-se nociva porque a insubordinação à verdade é julgada como “minoria”, “deficiência”, “corrupção”. As tentativas de converter o que é diferente, o que é julgado como falso, a um &lt;i&gt;princípio de verdade&lt;/i&gt;, de superioridade, atravessam a história da humanidade há séculos: potências como a filosofia, a arte, a ciência e a religião aparecem enredadas na antiga noção do Bem universal. A posse da verdade, que se acredita como princípio do mundo sensível, justifica a necessidade de impor aos homens certos hábitos, modos de perceber e de desejar, que atendem interesses que são inerentes ao ressentimento: mesmo que se diga que há “neutralidade” ou “desinteresse” na imposição de uma verdade, o que se pretende com isso é apaziguar aquilo que é julgado como causa do “mal”, ou seja, aquilo que faz o caos emergir. Através da “comprovação científica”, o homem do ressentimento acredita ser mais cômodo e mais justo para ele (e para a sociedade) aplicar uma teoria que serve para interpretar as manifestações mais estranhas da vida – desse modo, ao amarrar a diferença, age de acordo com um saber acessado pelas muitas horas de estudos e de pesquisas durante a sua formação acadêmica (nesse sentido, o conhecimento passa a se confundir com o acesso a uma verdade). O seu sentimento de superioridade e o orgulho da sua “sabedoria” torna-o fascista, que ama exercer a sua autoridade. O grande golpe do poder consiste em fazer que os homens acreditem que a verdade é o princípio, como se ela sempre existisse e que poucos (geralmente os que são formados pelas universidades de maior prestígio) podem acessá-la. Mas a vida escapa, segue escapando e sempre escapará das seguidas tentativas de docilizá-la por parte dos que aplicam um saber em nome do “bem comum”. Os homens de bem – e sua pretensão de neurotizar todos – pensam de modo semelhante ao que diz Elisabeth Roudinesco: “&lt;i&gt;A psicanálise funciona muito bem. Entretanto, é verdade que não curamos bem a psicose, embora tenhamos nos desenvolvido muito nesse tema também. Os loucos hoje buscam na psicanálise um complemento, já que os psiquiatras só querem saber de medicamentos&lt;/i&gt;”. Essa vontade de inclusão, de igualdade a partir de um modelo que é imposto por ser o “melhor” para todos, tem, para nós, duas faces: uma manifesta e outra latente. A que se manisfesta é o desespero para eliminar o que escapa do modelo. Por isso a necessidade de &lt;i&gt;incluir para excluir&lt;/i&gt;: por mais que os discursos sejam de “inclusão da diferença”, a diferença que é incluída é sempre a da representação (diferenças de raça, de classe social, de sexo, de mobilidade física, etc.). Desse modo, a inclusão das supostas “diferenças” pretende impedir que a diferença real se expresse através da criação de maneiras de aprender, de trabalhar, de escrever, de falar, enfim, de se relacionar com o mundo sem referência exterior à vida, sem estar amarrado a um modelo de educação, de trabalho, de família, de consumo. Quem reage a essa imposição é marginalizado pelo sistema ou se adapta àquilo que não foi inventado por ele, mas imposto do exterior (na educação atual, o mais nítido exemplo dessa adaptação violenta é o fenômeno Ritalina, “a droga da obediência”). Já a outra face, latente, é quando se transmuta as políticas de inclusão em algo que faz a vida passar, fugir, tecer conexões que rompem com aquilo que a moral da igualdade mais teme. O feitiço, então, volta-se contra o próprio feiticeiro. Nos parece que, de todas as políticas de inclusão (é possível fazer um uso potencializador de muitas delas), a digital é, nesse sentido, a mais interessante. O Wikileaks, por exemplo, nos mostra que o desejo jamais estará destinado a estagnar-se: contra isso ele reage, escapa, flui, produz realidade. A alternativa à marginalidade e à adaptação é, portanto, criada através de um coletivo desejante de anônimos, maravilhosamente anônimos, que, ao se expandir, obriga a humanidade a agir e, talvez, até romper a casca que a sufoca. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;a href="http://sppsic.wordpress.com/2011/01/20/entrevista-com-elizabeth-roudinesco/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para ler a entrevista completa de Roudinesco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-1299472345322268676?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/1299472345322268676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=1299472345322268676&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/1299472345322268676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/1299472345322268676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2011/01/inclusao.html' title='Inclusão'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-3281488665185040202</id><published>2011-01-02T16:28:00.001-08:00</published><updated>2011-08-12T19:24:12.256-07:00</updated><title type='text'>Revolução</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Reinventar-se para não ser prisioneiro do poder; desejar a vida revolucionária e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;não&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; a revolução que se confunde com a posse do poder. Percebemos que a vida revolucionária não passa através dos gestos pitorescos e discursos supostamente “imoralistas”. O revolucionário não vive em função do aplauso, não quer confetes ou holofotes. A reinvenção contínua de si é a sua arma silenciosa que pode alterar a percepção de uma sociedade sobre a noção de revolução: compreende-se a revolução quando se vive de modo revolucionário e não quando se faz um projeto para que ela ocorra. Uma sociedade conduzida por uma contínua reinvenção promovida por esses seres que não cessam de reinventar-se, que são usinas de idéias, que transbordam afetos de amor ao mundo, se torna profundamente artística – e por isso pode festejar seu crescimento em força, em autonomia, em alegria. É o contrário de uma sociedade constituída pelo medo da reinvenção – atualmente, muitos dos seus artistas, por exemplo, são apenas sombras dessa revolução. Basta observá-los com cuidado para constatarmos que a “revolução” que eles dizem não consegue escapar do império da representação, de uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;imagem&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; que fazem do caos. Portanto, ora a liberdade aparece confundida com a transgressão às leis, ora aparece confundida com a exigência do reconhecimento pelo Estado dos direitos dos que são “diferentes” do padrão social – eles ainda falam excessivamente de uma perspectiva da existência limitada à noção de humano (o caos humanizado é um desses sintomas). Mas se o revolucionário não leva a sério os direitos humanos é porque ele já cria os seus próprios direitos. Esses direitos criados não são, de nenhum modo, humanos – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;eles são direitos da vida que escapa das tentativas humanas de repressão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. E aquilo que escapa não é problema dele, é problema da sociedade; agora, ela vai ter que se mexer: ou seus indivíduos se reinventam para evoluírem, ou então, resta tentar reprimir, inutilmente, as palavras, os pensamentos, os gestos, isto é, os signos que expressam uma potência inesgotável de reinvenção do mundo – o revolucionário se alia a isto e não a um entediante ideal de revolução... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;O ideal assassina a reinvenção&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;... Reinvenção de si mesmo: por viver em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;função&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt; disto&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;,  o revolucionário se mantém jovem, curioso como criança. Luta com tudo que pode para não perder a inocência que o leva a poetar. Sua poesia é  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;vivida&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;não&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; uma verborragia ou jogo de palavras. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-3281488665185040202?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/3281488665185040202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=3281488665185040202&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3281488665185040202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3281488665185040202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2011/01/revolucao.html' title='Revolução'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-827851553016103906</id><published>2010-11-02T17:30:00.000-07:00</published><updated>2011-01-11T17:36:22.711-08:00</updated><title type='text'>Privatização</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/TNCtWd2vUFI/AAAAAAAAChY/fJV8oPv8wOg/s1600/FotografiadiTucaVieira.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535114543521288274" src="http://3.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/TNCtWd2vUFI/AAAAAAAAChY/fJV8oPv8wOg/s320/FotografiadiTucaVieira.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 211px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Favela de Paraisópolis faz divisa com prédio de luxo no bairro do Morumbi, em São Paulo. Foto de Tuca Vieira.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O consumo de representações de modo acelerado, algo característico nos nossos dias, aparece através do amor (e também do ódio) pela identidade sexual e racial, assim como o fanatismo pelo time de futebol, o patriotismo e, também, pela necessidade de “vestir a camisa da empresa”. O perigo disso tudo, longe de ser ignorado por nós, é que a vida aprisionada nessas representações faz despertar o &lt;em&gt;fascista-em-nós&lt;/em&gt;, fenômeno que se torna explícito em situações que envolvem uma séria ameaça à manutenção de determinados privilégios pessoais. “Brancos vs. Negros”, “Sulistas vs. Nordestinos”, “Homem vs. Mulher”, “Rico vs. Pobre”, são apenas alguns exemplos da reação ressentida ao orgulho ferido. Sente-se ferido por ter sido atacado naquilo que, essencialmente, não se é: uma identidade qualquer. O homem privatizado, bem instruído, bem informado, faz do conforto dos espaços que lhe são familiares uma espécie de defesa contra os fluxos nada familiares que ameaçam o seu orgulho, o seu culto à personalidade, o seu cargo na empresa, o seu papel na família. Reduzida a essa fotografia do desejo que apenas conhece objetos que lhe faltam e fins a serem alcançados, a sociedade se vê obrigada a reprimir os “desejos selvagens e fascistas” como meio para “domesticar” e “civilizar” o homem, tornando-o “apto na sociedade” (Elisabeth Roudinesco, por exemplo, reforça essa tese do senso comum ao dizer: “&lt;em&gt;Muitas pessoas são inconscientemente racistas e anti-semitas. Quando não há lei, esses sentimentos se exprimem&lt;/em&gt;”). Mas a sociedade ainda não compreendeu que é o desejo aprisionado, refém da representação, que se manifesta de modo reacionário. O processo desejante é essencialmente criador, doador, não se confunde jamais com a falta, estabelece relações de amor e de amizade entre os homens, ou seja, o desejo é necessariamente social, coletivo, conecta diferenças reais, &lt;em&gt;é irredutível à representação&lt;/em&gt;. Mas isso tudo é violentado quando se imagina que o desejo pertence a um sujeito envaidecido que diz: “Meu desejo!”. Tal desejo do homem privatizado caracteriza-se por ele querer tudo o que limita-se ao seu umbigo, e por isso alia-se aos que prometem conservar o seu mundinho próprio, dando as costas para os problemas sociais e ambientais mais urgentes. Com efeito, ele passa a ter um horror crescente pelo espaço público, odeia quem não pensa como ele, quem não age como ele, &lt;em&gt;quem não trabalha a favor dele&lt;/em&gt;. O gosto pelo poder vem daí, desses seres sisudos, tristes, impotentes, incuráveis enquanto estão dependentes das imagens que constituem a artificialidade da sua existência. A corrupção de uma sociedade não está dissociada de uma artificialidade das relações humanas que constituem os espaços privatizados: os condomínios e as casas vigiadas, os automóveis blindados e os &lt;em&gt;shopping centers&lt;/em&gt; são apenas alguns ícones desse pavor ao estranho, ao novo, ao imprevisível. A necessidade de enclausuramento não resolve nada, apenas adia o desinvestimento nos modelos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-827851553016103906?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/827851553016103906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=827851553016103906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/827851553016103906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/827851553016103906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/11/privatizacao.html' title='Privatização'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/TNCtWd2vUFI/AAAAAAAAChY/fJV8oPv8wOg/s72-c/FotografiadiTucaVieira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-404595381389235525</id><published>2010-10-24T09:48:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T15:58:48.748-07:00</updated><title type='text'>Aula</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imaginamos um ouvinte que está disposto a fruir uma aula, ou seja, que não pretende ser instruído por ela, mas, ao contrário, ser destruído nos seus mais arraigados hábitos de julgar, de perceber e de pensar – imaginamos, sim, a experiência-aula como banho mental, como problema social de higiene, onde o ouvinte tem seus falsos tormentos suspensos, restando-lhe apenas o que é, no fundo, o essencial: sua natureza modificada como condição para que ocorra uma autêntica regeneração a partir do que ele é capaz de fazer com isso... Mas o que é&lt;em&gt; isso&lt;/em&gt;? &lt;em&gt;Tudo&lt;/em&gt; o que se passou nele através da experimentação-aula... Mas as idéias e a transformação mais profunda são assassinadas quando o ouvinte, devido ao hábito da educação oficial, mete-se a tagarelar, a ser um pedante inevitavelmente estéril. Interromper um fluxo de idéias é estorvar a revolução silenciosa que uma aula pode proporcionar. Quem se dedica de coração para ministrar uma aula deve ter isso na sua mente: a aula &lt;em&gt;tem&lt;/em&gt; que ser uma obra de arte – e mesmo sabendo que a aula como obra de arte sempre será uma exceção, ela deve ser desejada, uma aula &lt;em&gt;tem &lt;/em&gt;que ir além dela mesma, pois cada aula é um meio para que aconteça a aula maior, isto é, a aula como obra de arte. Para isso, é condição indispensável que o professor seja capaz de viver o que ensina: assim ele tem o nosso amor, respeito e admiração; assim ele é capaz de, realmente, mudar a vida de alguém e, por isso mesmo, cria os seus próprios alunos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-404595381389235525?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/404595381389235525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=404595381389235525&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/404595381389235525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/404595381389235525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/10/aula.html' title='Aula'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-1297135383614106696</id><published>2010-10-08T16:54:00.000-07:00</published><updated>2011-11-30T16:32:49.995-08:00</updated><title type='text'>Indolentes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/TLD_iuJlKwI/AAAAAAAACf0/4Xd_hENQTaE/s1600/ego.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526197714752449282" src="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/TLD_iuJlKwI/AAAAAAAACf0/4Xd_hENQTaE/s320/ego.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 128px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 404px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;Clique na tira para maior visualização&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;Os “gurus da felicidade” não cansam de pregar o “conhecimento de si”, a busca compulsiva pelo “verdadeiro eu”, de ter o “cuidado de si”, ou então, o “amor a si mesmo”, o “estar de bem consigo mesmo” e tantas outras expressões vulgares que servem para capturar um número cada vez maior de indivíduos que sofrem da realidade, que padecem dos valores modernos e que, por isso, procuram ajuda. Querer ajuda é algo que nunca iremos censurar, pois em certos momentos ela é parte necessária da existência – mas o que censuramos é a ajuda oferecida pelos mais variados sacerdotes modernos, que vestem a roupagem de escritores, sábios, especialistas da psique, espiritualistas, místicos: não passam de terapeutas charlatães que pregam a “sabedoria-aplicada-no-cotidiano”. Difícil passar por eles e não perceber a enorme carência de se tornarem indispensáveis para quem lhes procura, pois, afinal, dependem dos doentes para acumular mais dinheiro. Mas, por outro lado, tão ruim quanto esses gurus são os que &lt;i&gt;precisam&lt;/i&gt; deles, os que pedem receitas fáceis de serem decoradas e aplicadas (a liberdade oferecida na bandeja), de unir a “teoria” (sempre a mais banal) com a “prática” (a aplicação como prova da “verdade” teórica). Pois bem, estes são os seres &lt;i&gt;indolentes&lt;/i&gt;, sedentos para aplaudir uma nova receita, uma nova instrução, que se alegram com novas doses de conscientização, de interpretação de signos, de “verdades” que reforçam a sua passividade e o seu “eu” – não há como negarmos que eles realmente merecem os seus gurus. Depender de alguém para organizar as suas relações – seja na família, no trabalho, nos estudos – apenas expõe a inércia, o descuido de si, a ausência de si e, também, o &lt;i&gt;temor&lt;/i&gt; diante de si, dos pensamentos e desejos mais próprios que podem, sim, organizar suas relações sem dever nada a ninguém. O indolente tem pavor do silêncio e da solidão, não pára de odiar a vida que tende a manifestar-se nele por meio de idéias e desejos absolutamente inocentes. Portanto, ele necessita dos gurus para manter-se afastado das forças revolucionárias do inconsciente. “Afastai-vos das tentações do mal!” – esta é a moral do padre e também, é claro, a dos “gurus da felicidade”... De um lado, os indolentes querem mudanças artificiais e, por outro lado, seus gurus aconselham mudanças confundidas com um novo cargo na empresa, um novo parceiro conjugal, uma nova oportunidade de enriquecer, além de viagens banais que não passam de deslocamentos no espaço – o indolente pode viajar ao redor do mundo para encontrar o seu “verdadeiro desejo”, mas jamais o encontrará, porque simplesmente &lt;i&gt;não há &lt;/i&gt;“verdadeiro desejo”, assim como também não há “verdadeira personalidade”, “verdadeiro amor”...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tira: Pablo Carranza (&lt;a href="http://www.pablocarranza.com/"&gt;http://www.pablocarranza.com/&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-1297135383614106696?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/1297135383614106696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=1297135383614106696&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/1297135383614106696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/1297135383614106696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/10/indolente.html' title='Indolentes'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/TLD_iuJlKwI/AAAAAAAACf0/4Xd_hENQTaE/s72-c/ego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-7258360514309323587</id><published>2010-09-15T08:36:00.000-07:00</published><updated>2011-11-30T16:30:50.486-08:00</updated><title type='text'>Ressentimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O ressentido volta-se para o seu passado e, ao mergulhar nele, mais ele encontra objeções contra si e contra o devir do mundo. Se fosse possível, ele desejaria teria feito outras escolhas, talvez não ter se calado, talvez ter enfrentado alguns riscos e incertezas, talvez não ter feito isso e aquilo. Desejaria, até, ter sido outra pessoa – mas como imagina que o seu passado é impossível de ser alterado, resta-lhe olhar para o seu futuro, para o futuro do mundo, e a resposta para a pergunta “Para aonde vai a existência?” parece-lhe teimosamente escapar. “Haverá um futuro melhor do que o triste e injusto presente?”, insiste ele. A dor por não viver de acordo com o seu desejo é, de fato, a sua maior objeção contra o mundo. Seu cansaço crescente, a obrigação de cumprir os desejos dos outros, a vida que não pára de passar, a sucessão dos acontecimentos que são desfavoráveis ao seu desejo, as ruminações das impressões que servem para alimentar o seu ódio à vida, o ódio às supostas causas dos seus males, tudo isso lhe faz imaginar que o mundo, sua realidade inalterável, nada mais é do que &lt;i&gt;repressão&lt;/i&gt;. Cansado também de si mesmo, da inutilidade do seu ódio, o ressentido imagina que sua luta pela vida, isto é, sua busca pela felicidade permanente, é algo que parece ser impossível de ser alcançado. Afinal, ele se dá conta de que as forças da vida excedem o seu desejo – como isso o atormenta, percebe que a vitória sobre o acaso é apenas uma quimera, uma ficção, um engodo. Resta resignar-se com o sentido &lt;i&gt;imposto&lt;/i&gt; do exterior, tornando-se cúmplice da ordem moral que se alimenta do seu sangue, que, através dos entorpecentes, faz livrá-lo momentaneamente do terrível sentimento do nada, mas que também o ameaça, castiga, produz medo. Portanto, as relações de poder não se explicam pela famigerada noção de luta de classes. Elas se constituem por indivíduos &lt;i&gt;que não agem&lt;/i&gt;, que padecem, que sofrem com o que lhes acontece, e que por isso são movidos por vingança, por vontade de corrigir os homens, de corrigir o mundo. Em razão do ressentimento, é estabelecida uma dependência mútua entre o senhor e os seus servos, de modo que os servos dizem para si mesmos: “Não conseguiríamos viver sem o rei!”; e o rei, da mesma forma, diz para si: “Não conseguiria viver sem os meus súditos!”. Impotente, o ressentido quer uma pequena felicidade, uma pequena ocasião para ser invejado, algum elogio, algum reconhecimento, algum sucesso, alguma fama – e isso tudo ele recebe, sem dúvida, desde que seja submisso ao poder. Mas o homem de poder, por ser ressentido, também é servo daqueles que o servem: como também quer ser invejado, bajulado, reconhecido, é inevitável que dependa de quem se submete para satisfazê-lo. Então, todos servem, os impotentes e ressentidos lutam por sua própria servidão, antes a servidão, antes uma migalha de prazer, do que viver de outro modo, onde haja algum risco, alguma imprevisibilidade, alguma criação. Eles querem, ou melhor, &lt;i&gt;necessitam&lt;/i&gt; do poder econômico, da acumulação de bens materiais, de bens culturais (de uma suposta "sabedoria"), para que a sua miséria existencial seja disfarçada. Querem dinheiro, muito dinheiro, para serem admirados, invejados, para se sentirem distintos, superiores, senhores de alguma coisa. Portanto, o capitalismo não é nada misterioso, pois ele é apenas sintoma da necessidade dos ressentidos esconderem, até de si mesmos, o seu sofrimento. É possível perceber que não há, de fato, oposição entre “ricos” e “pobres” : enquanto os indivíduos são ressentidos, permanecem de mãos dadas para a reprodução de tudo aquilo que envenena a vida humana... Ah, e como eles olham com ódio quando se sentem “incultos” e “medíocres” diante de alguém forte, exuberante, alegre e livre do ressentimento! Mas é inevitável que a mediocridade do ressentido – que faz até ele se sentir incomodado – leva-o a tentar algum destaque numa atividade que não seja a do “trabalho-pelo-lucro”: essa é a razão que o leva a tentar desesperadamente algum sucesso (leia-se: alguma admiração, alguma inveja...) na música, na literatura, nas artes plásticas. Mas como ele luta &lt;i&gt;contra &lt;/i&gt;o tempo, a superficialidade da sua “atividade artística” apenas denuncia a sua esterilidade, fruto de sua péssima alimentação das sensações e do tempo. E a política dos ressentidos modernos é para rir: sua democracia representativa é pura distração, circo, passatempo, ferramenta de poder – o próprio ressentido percebe cada vez mais que ela não pode ser levada a sério. A democracia serve para desviar o olhar de si mesmo e, dessa forma, reforçar os afetos de rancor que multiplicam as exigências de que alguém (o que habitualmente se chama de “político”) deve resolver os problemas do mundo. E quais são os problemas do “mundo”? Certamente são os que ameaçam a sua tranqüilidade, a sua pequena felicidade, em suma, o &lt;i&gt;seu mundo&lt;/i&gt; privatizado... “Um mundo sem dor, por favor!”. Mas &lt;i&gt;tudo&lt;/i&gt; se decide aqui: a dor, para o ressentido, é sempre o &lt;i&gt;começo do seu fim&lt;/i&gt;, enquanto para quem é sadio, é apenas o &lt;i&gt;começo da sua liberdade de agir&lt;/i&gt;. Mas isso é dizer que, enquanto o ressentido nega a vida, odeia a vida, o outro, o criador, afirma a vida, ama a vida. Mas isso é também dizer que, enquanto o ressentido olha para o seu passado com um olhar de reprovação, o homem afirmador não apenas olha para o seu passado, mas também se diverte, brinca, se alegra com ele, &lt;i&gt;faz alguma coisa realmente grande com ele&lt;/i&gt;. Mas isso tudo é, enfim, dizer que, enquanto o ressentido entrega o seu destino nas mãos de um parasita,&lt;i&gt; &lt;/i&gt;que promete livrá-lo do “mal”, o homem sadio recusa essa submissão e assume a responsabilidade pelo seu próprio destino – ele não foge, não precisa fugir da vida, &lt;i&gt;porque sabe que não há nada fora da vida&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-7258360514309323587?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/7258360514309323587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=7258360514309323587&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7258360514309323587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7258360514309323587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/09/ressentimento.html' title='Ressentimento'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-2399005802731632673</id><published>2010-08-03T09:39:00.000-07:00</published><updated>2011-11-30T16:29:19.495-08:00</updated><title type='text'>Escrever</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;Desejar que as palavras sejam capazes de expressar algo das vivências interiores que as engendraram é, podemos afirmar, a mais difícil tarefa de quem escreve, ou melhor, de quem tem uma relação &lt;i&gt;artística&lt;/i&gt; com a escrita. Um escritor assim consegue perceber importantes mudanças no seu antigo hábito, torna-se consciente do amadurecimento do seu pensamento, pois à medida que sua escrita continua a lhe servir como demonstração de que o ato de escrever carrega inevitavelmente as suas experiências com o corpo, ele necessariamente adquire a grande sabedoria de que somente é possível escrever de maneira honesta quando se vive honestamente com a vida. O escritor &lt;i&gt;afirmativo&lt;/i&gt; passa a expressar as idéias que jamais nasceriam se, ao contrário, ele estivesse limitado à mesmice, às ilusões de “verdade”, “início” e “conclusão” que a linguagem gregária poderia levá-lo a acreditar. Portanto, por priorizar uma relação artística com a escrita, faz com que o uso gregário das palavras esteja reservado apenas para o que lhe convém. O silêncio e a solidão, e não a tagarelice, são os melhores meios para fazer da escrita a testemunha mais próxima da sua evolução criadora. Dito de outro modo: o escritor-artista deseja &lt;i&gt;comunicar aquilo que é comum a todos&lt;/i&gt;, ou seja, a capacidade que cada um tem para expressar, mesmo de modo limitado, a sua multiplicidade de afetos. A força dos seus escritos quer nos dizer isto: “Sinta, pegue isso, leve-o para mais longe do seu jeito...”. Um ensino que tivesse como fio condutor o estímulo à capacidade criativa dos indivíduos quando se lê ou se escreve algo, isto é, um ensino que priorizasse a relação com a leitura e com a escrita como maneiras de evoluir, certamente não teria nada a ver com o ensino atual, cujo estímulo à leitura e à escrita tem objetivos bem claros: a instrução máxima dos indivíduos como garantia da manutenção das “verdades” vigentes, como processo contínuo da reprodução dos funcionários do poder, da proliferação dos juízes da vida. Diante disso, torna-se compreensível que a escrita &lt;i&gt;honesta&lt;/i&gt; seja, de fato, uma raridade no mundo dominado pela comunicação global. Quem disponibiliza suas mãos para se limitar a escrever algo que não é vivido, quem escreve porque alguém lhe &lt;i&gt;ordena &lt;/i&gt;escrever, quem se serve das palavras para disseminar os afetos de ódio e de vingança, quem escreve para “ser alguém” na vida, quem escreve apenas por causa do salário, comete o maior crime contra a sua própria vida, que é esmagar as suas vivências interiores em troca de um quinhão do lucro dos “bem-sucedidos”. O escritor-comum é apenas o produto de um receio imaginário de perceber a si mesmo como caos desejante e, assim, protege-se exageradamente na noção de “ser”: “Eis, meus caros, um 'grande' escritor!”. Limita-se a escrever para um público que anseia por palavras que alimentam suas esperanças de eliminar os “males” da existência, ansiosos por receitas que sejam facilmente aplicadas no seu cotidiano. Nada mais explícito sobre isso do que os livros dos “gurus da felicidade” (esses sacerdotes modernos...) e, sem dúvida, também os textos jornalísticos que derrubam e elegem políticos, que ditam padrões de comportamento, que reforçam a “verdadeira” percepção da realidade, que dizem para todos o que “aconteceu”... – a era dos &lt;i&gt;mass media&lt;/i&gt; é também a era da maior vulgarização do homem e, também, da maior tirania sobre a vida. Mas os grandes escritores redimem a escrita do seu excessivo uso gregário para comunicar a felicidade que sentem por se apropriarem das palavras conforme o seu desejo. Eles escrevem para tocar no coração de seus leitores, criando, desse modo, o &lt;i&gt;seu &lt;/i&gt;público, e não para serem compreendidos por um público que se arrasta no mundo, sedento por “explicações” que servem para consolá-lo. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-2399005802731632673?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/2399005802731632673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=2399005802731632673&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2399005802731632673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2399005802731632673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/08/escrever.html' title='Escrever'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-3560100641930527325</id><published>2010-07-16T10:29:00.000-07:00</published><updated>2011-01-09T03:16:06.853-08:00</updated><title type='text'>Impotência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando nada mais parece nos tocar, nenhuma música, nenhum livro, nenhuma conversa, fazemos seguidas tentativas (frustradas) para expressar alguma idéia interessante, mas, então, finalmente percebemos que a nossa vontade de doar algo ao mundo está, momentaneamente, entravada. A partir disso, podemos até imaginar que a roda da criação parou de girar &lt;i&gt;em nós&lt;/i&gt; – mas isto é, certamente, o nosso maior engano. Os momentos de impotência criativa nos ensinam, no mínimo, a compreender o que constitui o cotidiano dos indivíduos que estão capturados pela organização moral: como eles estão impedidos de evoluir conforme os seus mais sinceros desejos, são alvos fáceis da indústria do passatempo. A “felicidade dos acomodados” (uma espécie de alegria derivada do “tapinha nas costas”) impede que a impotência criativa seja, de fato, experimentada – ela é covardemente&lt;i&gt; escondida&lt;/i&gt; pelos brinquedos industriais que são produzidos para os sofredores da realidade... Tagarelar, por exemplo, ainda é uma das vias mais fáceis para distrair-se de si mesmo (para isso, uma boa lista de “amigos” pode ser bastante útil). Agir como &lt;i&gt;todos&lt;/i&gt; devem agir nos mantém distantes do conhecimento da nossa singularidade de ruminar, de escutar as múltiplas vozes interiores que vão, gradualmente, emergindo em nós, vozes que desejam conduzir a nossa existência, acompanhadas de cores, sons, sentimentos – assim a nossa consciência é enriquecida pela força da vida que nos impulsiona. Sem dúvida, existem coisas que nos tocam, que nos mobilizam, mas, nos momentos de crise, elas parecem passar por nós sem nos deixar nada, como se nos obrigasse a uma pausa e a um desvio necessário para que seja possível, enfim, alguma experiência sem falsos temores, longe de questões do tipo “onde é que isso vai dar?”, como saída necessária para que possamos &lt;i&gt;retornar&lt;/i&gt; ao nosso querer. Outrora, o sentimento de impotência artística poderia nos levar a agir como os massificados, isto é, desejar as distrações enlatadas e fazer a nossa própria existência simplesmente passar, de maneira entorpecida. Mas depois de tantas mudanças e já com algum respiro de vida autônoma, não &lt;i&gt;queremos&lt;/i&gt; mais fugir dos momentos de crise, pois na verdade já passamos por eles algumas vezes e sabemos que a impotência adormece quando a nossa natureza volta, regenerada, a fluir para o mundo através das nossas obras. É preciso ser grande para &lt;i&gt;não se opor&lt;/i&gt; aos momentos de crise...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-3560100641930527325?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/3560100641930527325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=3560100641930527325&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3560100641930527325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3560100641930527325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/07/impotencia.html' title='Impotência'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-5141930751807622994</id><published>2010-06-19T19:53:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T09:33:58.351-07:00</updated><title type='text'>Continuidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ausência total de origem e conclusão na produção do mundo elimina a noção de que seríamos a criação de uma entidade sobrenatural, que cumpriria um projeto ou modelo finalista pré-determinado por meio de uma vontade superior à vida. Contra isso, radicalizamos o nosso pensamento quando podemos afirmar que &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; existimos e que &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; existiremos, desde que se compreenda que essa afirmação não tem &lt;i&gt;nenhuma&lt;/i&gt; relação com o que dizem os espíritas ou outras doutrinas da reencarnação da “alma”. As nossas noções de origem e conclusão, nascimento e morte, por serem produtos da nossa capacidade de imaginar, deixam de alimentar as superstições religiosas quando pensamos a vida – e nós mesmos – como continuidade que se diferencia de si mesma, como potência indestrutível de superação. Ao invés da noção de origem, podemos pensar a vida como diferenciação, como mudança contínua. Afinal, existe apenas a mudança, o mundo é mudança, somos mudança – e podemos compreender que esse eterno escoamento do real não pode ser, essencialmente, fragmentado por etapas, tais como as que nos habituamos a fazer a respeito do conhecimento da &lt;i&gt;nossa&lt;/i&gt; existência, quando esta aparece como “infância”, “juventude”, “vida adulta”, “velhice” e “morte”, pois é impossível que seja apreendido o instante que alguém nasce, que se torna jovem, adulto, idoso ou quando morre. Reduzir assim a nossa vida e a vida em geral nos mantém afastados do conhecimento de que vivemos sempre de maneira contínua, sempre de modo diferente – e é inevitável que a ignorância disso alimente as mais variadas superstições. Desejar que a vida continue através de nós, mas de outro modo, nada mais faz do que sentirmos que essencialmente jamais podemos ser destruídos – eis o saber do guerreiro, corajoso, que põe a faca entre os dentes e vai à luta, com a absoluta confiança de que seguirá presente para sempre. Ele tem a consciência de que cada instante que vive jamais vai se repetir do mesmo modo, que jamais deixará de pertencer ao elo que o mantém ligado ao devir do mundo de toda a eternidade... É impossível dizer com clareza todas as nossas mudanças de um dia para o outro, no corpo e na mente. É, também, impossível prever o que seremos no dia seguinte, como expressaremos as nossas idéias, o nosso querer, que mudanças viveremos – um &lt;i&gt;seguir-no-mundo&lt;/i&gt; que nunca se submete ao cálculo e à previsão. O conhecimento de que jamais deixaremos de ser algo da natureza nos empurra para participarmos ativamente dessa continuidade criadora, tecendo o nosso futuro e o futuro do universo com autonomia e alegria, comandados por um autêntico amor cosmológico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-5141930751807622994?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/5141930751807622994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=5141930751807622994&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5141930751807622994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5141930751807622994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/06/continuidade.html' title='Continuidade'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-6240029138915763690</id><published>2010-06-14T16:45:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T09:24:27.451-07:00</updated><title type='text'>Violência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/TBbFKukNTbI/AAAAAAAACTc/SW7fSDgH1CE/s1600/ritalin1.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482786384459419058" src="http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/TBbFKukNTbI/AAAAAAAACTc/SW7fSDgH1CE/s320/ritalin1.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 246px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idéia de que a vida humana possa se desenvolver de modo &lt;i&gt;completamente&lt;/i&gt; distinto do que é atualmente percebido ainda está longe de ser nítida para a maior parte da sociedade. Testemunhamos o desespero das instituições para aumentar a vigilância e o controle sobre os indivíduos na esperança de varrer, para bem longe, as forças do acaso que sempre ameaçam a gregaridade. Para defender suas crenças, as reformas dos modelos de educação, de trabalho, de família, são, inevitavelmente, apenas tentativas de conservar os princípios que buscam a homogeneização máxima dos homens. Dessa forma, aqueles que se dedicam a esse serviço nefasto de violência contra a vida humana tornam-se, como é notório, úteis à gregaridade enfraquecida: suas invenções abastecem o anseio da sociedade para aperfeiçoar sua domesticação dos indivíduos. Uma sociedade sustentada pela mentira tem necessidade de &lt;i&gt;novas&lt;/i&gt; mentiras que servem para mantê-la afastada das grandes questões que ela não quer enfrentar. Com efeito, a violência dos seus métodos tem como função ampliar a semelhança de agir, de desejar e de pensar entre os homens gregários, o que expressa o desejo fascista de alcançar uma “raça pura” constituída por indivíduos comuns e previsíveis e que, por isso mesmo, não representem mais nenhuma ameaça à sociedade. Tais métodos variadíssimos são sempre renovados por novas “comprovações científicas” que abastecem a conta bancária dos carrascos da vida autônoma. Não se pensa, ou melhor, &lt;i&gt;não se quer pensar&lt;/i&gt;, que quando uma criança se rebela contra o ensino atual está apenas expondo a violência que ela sofre diariamente por meio de um modelo de ensino que pouco tem a ver com a sua vida. Seus anseios são outros, suas necessidades são inteiramente distintas das obrigações escolares que pretendem domesticá-la em razão de um “futuro melhor”, isto é, de um futuro sem diferenças, sem perturbações, sem imprevisibilidade. Diante disso, a criança responde com desdém, com “rebeldia” (com aquilo que atualmente chamam de “déficit de atenção” e “hiperatividade”) e contra isso os salvadores das instituições se vêem com um trabalho de “correção” que parece ser interminável (será que eles sustentarão por muito mais tempo suas próprias crenças?). Mas contra essa tirania temos a &lt;i&gt;invenção&lt;/i&gt; como nossa única saída. O que é &lt;i&gt;inadiável&lt;/i&gt; é inventarmos o &lt;i&gt;nosso&lt;/i&gt; ensino, o &lt;i&gt;nosso&lt;/i&gt; trabalho, a &lt;i&gt;nossa&lt;/i&gt; família, as &lt;i&gt;nossas&lt;/i&gt; distrações, tudo isso segundo os nossos mais sinceros anseios – por efeito, os modelos estabelecidos que violentam as singularidades são desprezados por nós. Em vez da ideologia, preferimos enfrentar a tela em branco. Tornamo-nos experimentadores e organizadores do nosso próprio modo de aprender – um sagrado autodidatismo, acompanhado também de grupos que se reúnem apenas... para aprender. Amar o que estudamos, &lt;i&gt;como meio de intensificação da nossa própria vontade&lt;/i&gt;, faz jogar para longe o tédio que, inevitavelmente, abate os espíritos mais potencialmente livres quando estão entupidos de exames, tarefas e obrigações curriculares da triste educação oficial – pois a filosofia, a biologia, a antropologia, por exemplo, enquanto são conduzidas segundo as necessidades de diferenciação da vida humana, aparecem sempre como uma ameaça aos que precisam organizar o ensino segundo os seus interesses mais mesquinhos. Mas se podemos fazer isso com o ensino, podemos também fazer com o nosso trabalho, com as nossas viagens, com as nossas relações amorosas: sem contratos, sem classificações, uma abertura à produção dos afetos que nos interessam... A tela em branco diante de nós é uma provocação para enfrentarmos a difícil tarefa de arriscarmos, de amarmos o imprevisível, de &lt;i&gt;sentirmos&lt;/i&gt; aquilo que fazemos sem ter a necessidade de nomeá-lo, de defini-lo racionalmente. Entregar os pincéis para que alguém pinte por nós, que &lt;i&gt;nomeie&lt;/i&gt; para nós, é muito mais fácil, mas, certamente, somos desonestos com a nossa própria existência quando nos limitamos a isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ilustração: &lt;a href="http://medicalizacao.wordpress.com/"&gt;http://medicalizacao.wordpress.com&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-6240029138915763690?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/6240029138915763690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=6240029138915763690&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6240029138915763690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6240029138915763690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/06/violencia.html' title='Violência'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/TBbFKukNTbI/AAAAAAAACTc/SW7fSDgH1CE/s72-c/ritalin1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-2511543132966781589</id><published>2010-05-20T19:56:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T09:26:47.212-07:00</updated><title type='text'>Massificação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Arte &lt;i&gt;para todos!&lt;/i&gt;”. A inclusão “cultural” promovida pelo Estado resulta numa diminuição da potência subversiva da arte – a sua massificação impede, de fato, que ela seja fruída de modo a produzir no indivíduo sensações e idéias que podem torná-lo autônomo. Então, a velha política do “pão e circo” continua a ser ferramenta de distração para as massas e, como resultado disso, a fruição da obra de arte continua a ser privilégio para pouquíssimos. Por isso o Estado compra o artista e a sua obra &lt;i&gt;para si &lt;/i&gt;– e, o que é deplorável, o artista se permite ser comprado em troca de riqueza, fama, reconhecimento, entre outras “vantagens” que fazem os seus olhos brilharem. Como produzir os mais elevados sentimentos e idéias quando a sua obra é executada ou exposta em ambientes que tendem a diminuí-la, no meio do corre-corre da multidão, invadida por estímulos sonoros e visuais que impedem a sua fruição? Contrário a isso, o artista que não se vende deve estar preparado para conviver com a sabotagem e a ameaça de destruição da sua obra (muitas vezes, nem uma linha no jornal sobre algo que produziu; pouco ou nenhum estímulo financeiro para a produção da sua obra). Glauber Rocha já esbravejava: “Eu me encontro no Brasil mar-gi-na-li-za-do!”. Assim acontece também com o filósofo, como já dizia Nietzsche, que, ao submeter-se ao Estado, é impedido de pensar. Portanto, é necessário que o artista e o filósofo não se tornem servidores do Estado, já que os movimentos de intensificação da vida por meio da arte e da filosofia &lt;i&gt;nunca&lt;/i&gt; serviram aos interesses de conservação do Estado. É necessário que eles mantenham o poder afastado de si mesmos, sem dar importância a títulos, fama, riqueza ou alguma autorização para criar e pensar. É necessário seguirem adiante na produção da própria obra sem esperar aplausos de uma massa que não sabe experimentar, sem aguardar a autorização de alguma instituição para falar, escrever ou expor os seus mais sinceros desejos, idéias, ações. Certamente, submeter-se à organização exterior da vida fornece ao indivíduo lugar garantido na mídia oficial, grande público nas palestras, muitos livros vendidos, mas, em razão disso, paga-se um preço alto: a sua criação é &lt;i&gt;anulada..&lt;/i&gt;. Em contrapartida, o indivíduo &lt;i&gt;nômade&lt;/i&gt; diz, com todo coração, “Adeus!” ao Estado, porque &lt;i&gt;inventa&lt;/i&gt; o seu próprio trabalho, a sua escola, a sua família, a sua distração, os seus encontros, os seus movimentos sociais – assim ele é fiel aos seus afetos e não &lt;i&gt;cúmplice &lt;/i&gt;dos modelos (organizados pelo Estado) de trabalho, de escola, de família e de distração que servem para massificar os homens, para impedi-los de fruir a obra de arte e, em razão disso, tornam-se ignorantes e incapazes de organizar a sua própria existência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-2511543132966781589?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/2511543132966781589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=2511543132966781589&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2511543132966781589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2511543132966781589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/05/massificacao.html' title='Massificação'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-5582105082156749291</id><published>2010-05-17T19:03:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T09:48:04.563-07:00</updated><title type='text'>Arte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O artista se alimenta de imagens e de afetos para materializar suas idéias na sua obra. Ele parte do que é efetuado para, através da experimentação, criar algo capaz de engendrar novas imagens e sensações naquele que frui uma obra sua. Desse modo, a arte serve às mais elevadas necessidades da vida humana. Não há nada para ser interpretado, nada para ser julgado, pois, afinal, a natureza é inocente demais para ser julgada. A obra de arte é para ser sentida, experimentada, para provocar os indivíduos a sentirem de outro modo, para conhecerem novas imagens, para agirem de acordo com suas tendências, interrompendo temporariamente a ordem parasitária dos seus corpos – assim eles são coagidos, através da arte, a considerar presentes estranhas sensações que mudam a vida deles para sempre. Certamente, não cabe à arte nenhum discurso inflamado, ideológico, mas outra coisa que acontece de modo subterrâneo: revolução. A arte sempre foi revolucionária &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;– &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,serif;"&gt;e sempre será, por isso ela é tão indesejada pelos horrorosos homens de poder. Ela liberta pensamentos, atrai os indivíduos para uma face da realidade que é ignorada enquanto estão habituados a julgar a vida a partir das imagens e afetos que têm consciência. Mas ao contrário de quem julga, o artista faz das imagens e dos afetos os seus alimentos para que suas obras possam permitir que o homem comum conheça essa face da realidade que é &lt;i&gt;anterior&lt;/i&gt; à imagens, isto é, a face da produção ininterrupta das coisas que temos consciência. O encontro com a obra de arte ativa forças desconhecidas no homem e por isso ela é &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; necessária em cada dia que vivemos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-5582105082156749291?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/5582105082156749291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=5582105082156749291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5582105082156749291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5582105082156749291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/05/arte.html' title='Arte'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-5538596173056532191</id><published>2010-05-16T19:27:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T10:15:15.700-07:00</updated><title type='text'>Amizade</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Não quero outra vida que não essa: entre amigos...&lt;br /&gt;Não busco outro nome que não esse: amigo.&lt;br /&gt;E é por isso que lhes escrevo... São quase tudo o que preciso..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Caio/Thiago Resende)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os amigos nos abrem portas surpreendentes quando nos apresentam coisas que nem imaginávamos que poderiam existir. Cores, sons, imagens poéticas que passamos a conhecer por causa deles. Somos gratos a eles porque o que nos apresentam serve para ampliar a experiência dos nossos sentidos: passamos a ouvir, a escrever e a falar de outro jeito, sem termos vergonha de mudar. Quem precisa censurar e reforçar a passividade de alguém não tem como conhecer a importância da amizade para a liberdade humana. Um amigo músico, um amigo poeta, um amigo filósofo, um amigo cientista, enfim, um amigo qualquer que, por meio do que ele faz, é sempre uma provocação para irmos adiante – e não podemos ter outro interesse na amizade de alguém além deste. Precisamos de gente assim, capaz de doar alguma coisa, de gente que podemos chamar, sem erro, de amigo. Com efeito, coexiste na nossa obra alguma coisa das nossas amizades: um, dois, três amigos, não importa quantos são, desde que saibamos que por meio da amizade tecemos de modo grandioso o nosso próprio destino. Desse modo, esculpimos a nós mesmos lentamente, silenciosamente, amorosamente, agradecidos aos que nos doaram algo valioso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-5538596173056532191?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/5538596173056532191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=5538596173056532191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5538596173056532191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5538596173056532191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/05/amizade.html' title='Amizade'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-3574063416791776170</id><published>2010-04-30T19:27:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T09:31:10.828-07:00</updated><title type='text'>Explorador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O explorador não quer respostas ou explicações, &lt;i&gt;ele quer cada vez mais alimentos&lt;/i&gt; – com isso ele ensina que são os alimentos que nos fazem evoluir, ao contrário das &lt;i&gt;explicações&lt;/i&gt; que servem para nos manter no mesmo mundinho pobre. Querer os alimentos envolve risco, abertura ao desconhecido – isso permite que as tarefas utilitárias sejam temporariamente deixadas de lado, reservadas para os lugares e os momentos mais apropriados. Por isso seu ensinamento nos diz: organizar a nossa vida para privilegiar a exploração, para não deixarmos que essa fome por conhecimento se esgote, para que o nosso pensamento seja capaz de ir para regiões inexploradas – isso, certamente, não é para chegarmos a algum lugar e nem para encontrarmos respostas definitivas, mas, pelo contrário, é para não permitirmos que a vida escape das nossas mãos, para seguirmos o seu movimento de ir adiante, sem falsos temores. “Estou triste, tenho andado muito triste ultimamente. Hoje, até senti as minhas pernas balançarem com tanta tristeza...” – assim o indivíduo enfraquecido expõe para nós o sentimento que lhe atormenta tanto, com o seu coração oprimido, misturado com lágrimas impossíveis de serem contidas. A tristeza alojou-se nele porque perdeu a vontade de explorar, de ser um curioso insaciável (o que o faria sair da mesmice). Ao olhar para trás, a sua tendência é tentar encontrar alguma justificativa no seu passado, na sua infância, na sua educação, no seu casamento, na sua profissão, para querer convencer-se de que é incapaz de fazer algo novo, diferente, desconhecido. Ele imagina que, se as coisas ocorreram como não deveriam, então não existe mais possibilidade de saída. Mas o que deu errado não serve como justificativa para nos resignarmos! A vida nos empurra para irmos adiante e a tristeza alojada em nós é indicadora disso... &lt;i&gt;Tentativa e erro&lt;/i&gt;: nem sempre o que fazemos dá certo, por isso tentamos novamente, de outro modo, pois, afinal, as circunstâncias são completamente diferentes. Nós e o mundo não podem ser mais os mesmos. O explorador &lt;i&gt;aprende com os erros&lt;/i&gt;, não os leva a sério, inclusive se fortalece por meio deles e é capaz de agradecê-los. Ele domina porque é paciente, observador, sabe esperar e age quando sente que &lt;i&gt;deve&lt;/i&gt; agir. Alegra-se por seguir nesse movimento de exploração da produção do real. Com oitenta anos, olha para si e ao seu redor e constata que permanece jovem, que o mundo todo continua jovem. Tomado por esse pensamento, seu corpo arrepia-se inteiramente e sua alma se enche de gargalhadas – ele tem absoluta consciência que é &lt;i&gt;impossível&lt;/i&gt; que a exploração do mundo seja concluída. &lt;i&gt;Ele explora para seguir mudando&lt;/i&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-3574063416791776170?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/3574063416791776170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=3574063416791776170&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3574063416791776170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3574063416791776170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/04/explorador_30.html' title='Explorador'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-4250627149422868560</id><published>2010-04-19T18:56:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T11:28:27.423-07:00</updated><title type='text'>Autonomia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/S80Ud8liq9I/AAAAAAAACJo/BqqaHCdQcJQ/s1600/100_0227.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/S80Ud8liq9I/AAAAAAAACJo/BqqaHCdQcJQ/s320/100_0227.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462044427782630354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Testemunhamos uma concorrência insana entre os indivíduos que foram educados para seguir rigorosamente as obrigações que são consideradas “boas” – não por eles, certamente, mas pela sociedade em que vivem. Cada um deseja passar por cima dos seus concorrentes, fazer trapaças, chegar aos objetivos já dados de fora: tudo para se sentirem orgulhosos de ser apenas peças de uma máquina destruidora deles mesmos. Como estão impossibilitados de caminhar com as suas próprias pernas, fogem de quem pode ensinar-lhes a conquistar a vida autônoma. Sua covardia torna-se evidente quando sentem que o “bem” moral a que se submetem, mesmo sendo contrário à natureza deles, deve ser conservado por meio de uma luta diária contra os seus instintos. Enquanto estão incapacitados de inventar para si próprios o seu bem, desperdiçam o tempo que seria fundamental para se libertarem do ritmo doentio que é imposto pela organização tirânica da vida humana. Mas existem indivíduos que desejam encontrar os seus mestres, que desejam inventar &lt;i&gt;o seu próprio bem&lt;/i&gt;, que desejam lutar pelo seu próprio destino. Nesse processo de evolução, eles deixam de pertencer à imagem habitual que se faz dos homens; tornam-se cada vez &lt;i&gt;menos&lt;/i&gt; familiares, passam a ser estranhos, maravilhosamente estranhos, começa a brilhar neles alguma “loucura” que os faz distinguirem-se dos indivíduos “normais” e domesticados. Quem se liga a eles, percebe, com o passar do tempo, que existe a impossibilidade de tentar definir o que, na verdade, não pára de escapar, de mudar, de ser inventado. O indivíduo autônomo escapa das garras do poder porque é produtor de si próprio, pois, ao se alimentar do fluxo do real, faz os seus disfarces se multiplicarem cada vez mais. Sua multiplicidade de estilos, de vozes, de gestos, &lt;i&gt;esse ator encarnado&lt;/i&gt;, exprime a força da vida que, finalmente, no meio de tanto ódio ao seu redor, tornou-se madura, feliz, capaz de dar frutos, de ensinar aos outros a amar cada momento vivido. Mais do que nunca, a nossa época precisa de indivíduos assim, mesmo que os que servem aos interesses das instituições continuem a se esforçar para que eles &lt;i&gt;não existam&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-4250627149422868560?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/4250627149422868560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=4250627149422868560&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4250627149422868560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4250627149422868560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/04/autonomia.html' title='Autonomia'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/S80Ud8liq9I/AAAAAAAACJo/BqqaHCdQcJQ/s72-c/100_0227.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-1112111107479118106</id><published>2010-03-12T18:00:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T16:24:48.414-08:00</updated><title type='text'>Questões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;É necessário destacar a diferença que há entre um cotidiano que se banalizou, de outro que tornou-se enriquecido, que se exprime, muitas vezes, na sensação de que tivemos um dia prolífico, satisfeitos com nosso próprio trabalho, com a certeza de termos avançado ainda mais longe na nossa própria tarefa. Mas costuma-se imaginar que aqueles que falam &lt;i&gt;com &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;como&lt;/i&gt; todo mundo são “sociáveis”, pois eles são facilmente identificados, facilmente tornados familiares, enquanto os outros seriam os “dissociáveis” e, justamente por isso, supostamente pagariam um preço alto por não viverem “como tudo mundo”, por não fazerem as coisas que “todo mundo faz” – e assim são acusados de viverem “isolados”. Mas não se trata de isolamento, mas de algo que é muito sutil, que não se percebe, que é ignorado freqüentemente: trata-se da capacidade seletiva de nos relacionar com as coisas que &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; nos interessa, que, inclusive, podem ser pouquíssimas, quando comparada à abertura leviana e sem seletividade vivida pela massa. Não se constrói um mundo próprio quando se vive de maneira vulgar – em oposição a isso, o mundo selecionado de acordo com nós mesmos, devido à nossa potência singular de existir, torna a indolência difícil de suportar. Fazemos explodir a organização tirânica da vida que é sustentada pela censura, culpa, sofrimento, recompensa, reconhecimento, igualdade e medo, &lt;i&gt;muito medo&lt;/i&gt;. Como nos parecem os que se preocupam em defender a sua &lt;i&gt;honra &lt;/i&gt;e, em razão disso, agem movidos pelo medo de serem julgados por aqueles que mais temem? Vigiam porque têm medo de quem os vigia, reprimem para sustentar a boa opinião que os vizinhos terão deles. É inevitável que eles se assemelhem pela falta, pela fraqueza, pela baixeza dos seus hábitos. Por outro lado, o anonimato é signo de distinção, de liberdade, &lt;i&gt;de possibilidade de perceber quem é o inimigo&lt;/i&gt; para que as nossas forças não sejam desperdiçadas gratuitamente. E, além disso, o anônimo faz a distinção fundamental entre pequenas e grandes questões. Grandes questões nascem quando se vê a folha de uma árvore inserida num todo: galhos, tronco, a árvore no ambiente onde vive e cresce. Grandes questões não estão dissociadas da habitação, do ar que se respira, do que se alimenta, de como se ganha o seu próprio pão. Grandes questões colocam em dúvida valores que entravam a exploração de novas capacidades de agir. Já as pequenas questões (que são mais freqüentes) se contentam com a folha da árvore e ignoram o resto. Pequenas questões nos dizem que tal pessoa é assim e assado em razão disso e daquilo – e lá se vão grandes doses de energia desperdiçadas para a preservação de alguém que imagina viver desconectado do resto, de um “eu” que ora sofre, que ora está feliz, que também canta, dorme, come, que vive para se exibir. Assim as grandes questões são adiadas, pois elas não são interessantes quando o orgulho doentio à raça, ao sexo, à classe social e demais representações, servem para manter um cotidiano banalizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-1112111107479118106?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/1112111107479118106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=1112111107479118106&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/1112111107479118106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/1112111107479118106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/03/social.html' title='Questões'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-6732926905085463116</id><published>2010-02-11T05:34:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T16:23:41.208-08:00</updated><title type='text'>Erudição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;Os criadores não estão preocupados em “saber” mais que alguém. Sem fazer rodeios, eles fazem uso da erudição &lt;i&gt;como meio para invenções&lt;/i&gt;: “O que isso serve para a minha obra?”, assim perguntam eles. Conservam o olhar estrangeiro, vêem as coisas de outro jeito, dão valor às coisas que a maioria despreza, possuem uma inteligência que não tem nada a ver com a prática – uma inteligência do seu próprio tempo para amadurecer idéias, atos, metamorfoses. Afirmam os sentidos do corpo, desejam o maior contato possível com obras que alimentam o seu instinto criador, porque sabem que o conhecimento &lt;i&gt;não está pronto para ser acessado&lt;/i&gt;, mas está associado à música, à literatura, ao mar, às montanhas, às conversas. Os criadores têm a consciência de que a natureza é, também em nós, um&lt;i&gt; continuum&lt;/i&gt; intensivo – eis o conhecimento que está inseparável de uma emoção que exprime aquilo que não morre, de um supremo pensamento que está acompanhado de uma raríssima alegria e de uma perfeita confiança em si mesmo. Trata-se de um acontecimento que não faz barulho, que acontece nos lugares mais improváveis, que ninguém ao redor tem a menor noção da louca idéia que acabou de brotar ali: sem ingerir algum alucinógeno, os criadores podem alucinar até durante uma simples caminhada... Há uma verdade maravilhosa nesse pensamento, que a razão nem chega perto. Toda erudição de todos os tempos é incapaz de dar conta da experiência que faz com que o criador encare a existência como uma criança que brinca em um jardim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-6732926905085463116?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/6732926905085463116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=6732926905085463116&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6732926905085463116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6732926905085463116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/02/erudicao.html' title='Erudição'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-5786181003793740265</id><published>2010-02-11T05:17:00.001-08:00</published><updated>2011-11-30T16:21:16.044-08:00</updated><title type='text'>Ritmo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/S3QE4rHZLdI/AAAAAAAAB_U/DKoPe2tYbSA/s1600-h/100_0114.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436976021835951570" src="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/S3QE4rHZLdI/AAAAAAAAB_U/DKoPe2tYbSA/s320/100_0114.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;Chega um momento que nos esgotamos das coisas de mau gosto que fazem parte do cotidiano de uma metrópole: a rigidez dos horários, o barulho das ruas, a multidão das calçadas, o trabalho apressado, organizações que nos envolvem perigosamente (pois deixamos para depois o que sabemos ser primordial para nós) e, quando sentimos isso, queremos que o nosso corpo seja tocado por outras coisas mais calmas, afetado por outras cores, banhado por águas de um mar desconhecido, que ele faça parte de uma &lt;i&gt;outra &lt;/i&gt;paisagem. Passamos a descobrir uma maneira diferente de expressar o nosso querer, sem banalizar os gestos comuns ao dar-lhes um outro ritmo, mais estendido, que brilha para nós. Assim, aprendemos até a nos despedir de modo diferente, mais suave, tal como a moça que, no portão de sua casa, beija as próprias mãos e estende os braços, levemente inclinados, para se despedir de alguém querido. Dentro de um mundo que corre cada vez mais rápido, urge aprendermos com a singeleza das experiências que possuem um outro ritmo – é esse outro ritmo que devemos descobrir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-5786181003793740265?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/5786181003793740265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=5786181003793740265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5786181003793740265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5786181003793740265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/02/tempo.html' title='Ritmo'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/S3QE4rHZLdI/AAAAAAAAB_U/DKoPe2tYbSA/s72-c/100_0114.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-4813320472757558596</id><published>2010-01-18T06:39:00.000-08:00</published><updated>2010-11-25T07:58:07.556-08:00</updated><title type='text'>Conservação</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Um mal-entendido ocorre quando alguém imagina que, por receber um salário, por viver como função de “tarefeiro”, por cumprir as ordens que mais detesta por medo de perder o seu emprego, &lt;i&gt;estará se conservando...&lt;/i&gt; As coisas desagradáveis são atenuadas pela sensação de conservação do seu “poder de compra” ou de “consumo” - consumo de lazer, de tudo que serve para aliviar o cansaço e a dor de realizar um trabalho sem sentido algum. O mandamento "&lt;i&gt;Antes a conservação do que o risco!" &lt;/i&gt;está impregnado por toda a sociedade - até em reuniões sobre as alterações no clima, vemos os chefes de Estado se esforçando para conservar o atual sistema econômico. Mas como conservar um sistema capitalista que desconhece os limites do planeta? - eis um problema que cada vez mais demanda esforços dos defensores do capitalismo. Distraídos pela ameaça da ruína daquilo que reforça a sua conservação, o verdadeiro problema nem é colocado pela sociedade, porque simplesmente não interessa aos chefes de Estado, aos empresários, aos trabalhadores, aos consumidores - onde todos são peças de uma máquina de destruição ambiental, social e... &lt;i&gt;deles mesmos! &lt;/i&gt;A vontade de se conservar ainda fala mais alto. Mas essa é uma falsa concepção do que podemos chamar de conservação. Uma outra conservação deve ser desejada: conservar a nossa natureza de operar modificações em nós, no ambiente, no social, no mundo, de expressar o nosso desejo de outro jeito. Apesar do imperativo social ao conformismo, é necessário conservar o anseio de vivermos de outra maneira. É necessário conservar a chama que nos mostra onde há vida ao nosso redor, mesmo que isso ponha em risco a conservação dos ideais dos que estão entediados do seu cotidiano: talvez, um dia, alguns desses que abriram mão da luta para se venderem por umas migalhas, agradecerão à chama que lhes fez despertar o desejo por uma outra conservação - &lt;i&gt;a da potência singular de ser senhor do seu próprio destino... &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-4813320472757558596?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/4813320472757558596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=4813320472757558596&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4813320472757558596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4813320472757558596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2010/01/conservacao.html' title='Conservação'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-2552632016680471291</id><published>2009-12-01T13:14:00.001-08:00</published><updated>2009-12-01T16:17:08.141-08:00</updated><title type='text'>Toque-me</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SxV3t64vdZI/AAAAAAAAB4c/fevc4XU34zI/s1600/20081010cotpianoluz0067.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SxV3t64vdZI/AAAAAAAAB4c/fevc4XU34zI/s320/20081010cotpianoluz0067.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410362158140585362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há alguns meses atrás eu andava pelo Parque da Luz, em São Paulo, numa bela tarde de sábado e, após sair do parque para entrar na Estação da Luz, ouvi um som de piano ecoar da estação. Entrei e vi pessoas ao redor de alguém que tocava o instrumento. Inevitável estranhamento: um piano dentro de uma estação ferroviária, pessoas desconhecidas ao redor de um pianista também desconhecido. Porém, a música era tão envolvente que reuniu diversos curiosos: os que estavam apenas de passagem, os que voltavam do trabalho, os que faziam qualquer outra coisa no corre-corre habitual da estação. Assim que alguém parava de tocar o piano, surpreendentemente, outra pessoa, no meio da platéia, se habilitava a tocá-lo. O nome do projeto não poderia ser mais sugestivo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Toque-me, sou teu!"&lt;/span&gt;. Inventado por um artista inglês que eu desconhecia, Luke Jerram, percebi que basta um instrumento musical, que funciona como uma pequena máquina desejante, instalado num lugar inusitado, para interromper o percurso habitual das pessoas, o olhar familiarizado, o corpo organizado desterritorializando-se e, cada um a seu modo, conectando-se com essa bela experiência musical.  Encantado com o que vi e senti, entrei no site do projeto, &lt;a href="http://www.pianosderua.com.br/"&gt;www.pianosderua.com.br&lt;/a&gt;, e descobri que vários locais da cidade foram "invadidos" pelos pianos. No mesmo site, vi que há inúmeros pedidos para que os pianos não sejam retirados dos seus locais - pedidos estes que são reflexos de uma experiência que, por ser tão alegre, faz as pessoas esquecerem, temporariamente, as suas habituais exigências das coisas que apenas reforçam a sua escravidão (uma coisa é exigir pianos em espaços públicos, outra coisa é exigir que o treinador do time de futebol escale este ou aquele jogador). Entre os comentários, um deles me chamou a atenção: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;u já toquei a quatro mãos duas vezes com pessoas que eu nunca vi na vida! É um momento em que você pode criar oportunidades, fazer novas amizades, conhecer gente nova, e ampliar o seu network social&lt;/span&gt;”. Não é necessário fazer "pirotecnia" para que haja produção de agenciamentos coletivos, que gerem um abandono, mesmo momentaneamente, dos agenciamentos gregários de poder – agenciamentos estes que reforçam a sensação de familiaridade, de segurança, de previsibilidade. É a partir disso que podemos tecer relações que nos fazem mudar de vida, de trabalho, de hábito e, dessa forma, conquistarmos o que, antes, imaginávamos que estaria perdido para sempre: a capacidade de criarmos as saídas para os impasses de uma vida organizada, mutilada, entristecida e inevitavelmente submetida às possibilidades de mudança já fornecidas pelo poder. Presos à familiarização, à representação, nem sabemos mais que a invenção não pode surgir do nada, que ela é indissociável das alianças intensivas que são criadas a partir de experiências inusitadas. E, como é evidente, por se tratar de invenção, não tem imagem, não tem exemplo para ser seguido, mas apenas risco, sempre há risco, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não há vida sem risco&lt;/span&gt;. A vida acontece por todos os cantos e ela apenas nos provoca para participarmos da produção do inconsciente, da realidade, de inventarmos as soluções para os nossos problemas. Embora tenha sido uma experiência absolutamente diferente para muitos, podemos imaginar que essa pequena intervenção urbana deve ter mudado a vida de alguns: um convite para participar num grupo musical; o receio de tocar em público que, finalmente, não chegou a incomodar; um desejo de aprender a tocar piano; conversas e idéias que surgiram enquanto as músicas eram executadas... Eis uma ótima intervenção de ativação da produção do inconsciente em nós a partir de um objeto maravilhosamente inútil, num contexto nada familiar, mas que, pela sua potência afetiva, cria uma pequena revolução imperceptível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-2552632016680471291?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/2552632016680471291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=2552632016680471291&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2552632016680471291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2552632016680471291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/12/toque-me.html' title='Toque-me'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SxV3t64vdZI/AAAAAAAAB4c/fevc4XU34zI/s72-c/20081010cotpianoluz0067.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-5922337225887085041</id><published>2009-11-13T16:22:00.000-08:00</published><updated>2010-12-10T06:22:57.753-08:00</updated><title type='text'>Vulgarização</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Envolvida pela tecnologia, distraída pelos mais diversos aparelhos eletrônicos, a vida humana está com o seu tempo, o seu corpo e a sua vida sugados. Mesmo quando se tem uma vaga idéia disso, a tentação é tão forte que, como resultado, os indivíduos se adaptam, de bom grado, ao ritmo frenético de estímulos sonoros e visuais que embotam os seus sentidos para a experiência das sensações que são distintas de um cotidiano que se assemelha a um videoclipe. Alguns sintomas dessa vulgarização: dominada pela poluição sonora e visual que distrai a mente, que rouba a ocasião &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;primordial&lt;/span&gt; para que as suas regiões inconscientes possam se manifestar com toda a sua riqueza, um sujeito assim quase não amadurece – percebemos isso quando, ao reencontrarmos alguém após alguns anos, constatamos que ele &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;praticamente não mudou&lt;/span&gt;...; a capacidade de pensar é esmagada pelo péssimo vício de reduzir a vida à sobrevivência e, também, à necessidade de interpretar, de associar tudo; a escrita cada vez mais enxuta, objetiva, refém de uma linguagem vulgarizada, gregária, que serve para os que não têm tempo disponível para leituras que demandam um mínimo de paciência – o que denota uma atrofia cerebral crescente; um excesso de instrução que obscurece as coisas elementares da existência (a arte, a fruição da vida, o pensamento, a alegria, os devires) – assim a instrução também serve de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;entorpecimento&lt;/span&gt;; a ignorância da importância do corpo para a invenção de tudo que serve para a superação de problemas, ou seja, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;impasses&lt;/span&gt; num cotidiano que se tornou insuportável de ser vivido (efeitos disso: intoxicação do corpo através de um hábito alimentar que é induzido por interesses mercadológicos – como a ingestão de alimentos e bebidas que até os cães se recusam a ingerir – e a conseqüente sensação de fome contínua... a fome orgânica e &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;também a fome psicológica&lt;/span&gt;, esta como sintoma de uma péssima alimentação do tempo). Percebe-se que o nível de inteligência – não a erudita, mas a do modo de viver – está tão baixo, que estamos caminhando para uma época em que se alguém falar ou escrever duas ou três frases que expressam alguma complexidade de idéias, será chamado de gênio... Nunca será tão fácil ser um “gênio” no meio de tanta vulgaridade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-5922337225887085041?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/5922337225887085041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=5922337225887085041&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5922337225887085041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/5922337225887085041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/11/vulgaridade.html' title='Vulgarização'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-7284882222845125018</id><published>2009-10-31T08:03:00.000-07:00</published><updated>2010-12-27T06:29:02.411-08:00</updated><title type='text'>Resignação</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;Querer manter-se distante de si mesmo ao interromper as experiências das mais estranhas e incômodas sensações – que são rapidamente abortadas com algumas doses muito bem-vindas de distrações para a mente, entre elas o telefone, a revista, o jornal, a televisão, a internet, o amante, objetos que devem estar sempre disponíveis e facilmente acessíveis para anestesiar uma dor que não se sabe mais como vivê-la –, não querer enfrentar os verdadeiros impasses: isso tudo indica que há uma impostura, uma prática &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;criminosa &lt;/span&gt;contra a produção de sensações e de sentimentos, contra o processo irrefreável da vida de realizar-se de maneira que não agrada o pobre paladar do homem da nossa época, este que ainda se recusa a aprender que também no gosto amargo das coisas a vida se exprime com toda a sua dádiva. Este indivíduo que sofre poderia aprender que não adianta esconder o que não funciona mais &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;para ele&lt;/span&gt;; que, onde há lodo, certamente &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;nenhuma &lt;/span&gt;distração irá fazer a limpeza que expulsaria aquelas coisas que costumam entravar um livre caminhar sem rumo pré-determinado, sem futuro já dado ou planejado – tal limpeza pode ter início a partir de uma experiência realmente vivida daquilo que lhe incomodou, através de questionamentos que fazem um hábito nocivo ser, gradualmente, enterrado. Seus impasses devem ser solucionados de dentro – mas isso torna-se incompreensível se este homem continua a envenenar-se pela &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;resignação social &lt;/span&gt;com o estado atual das coisas do mundo. Portanto, a sua existência funcional e a sua memória são subterfúgios para convencer-se da sua resignação: “Tudo que eu queria ter feito, que eu &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;poderia &lt;/span&gt;ter feito, infelizmente já não posso mais. O tempo não volta para trás. Resta-me continuar a viver assim, alimentando-me de ilusões! Afinal, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ainda bem que elas existem!&lt;/span&gt;”. O consumo de ilusões como única saída possível para anestesiar-se – o entorpecimento social da indústria das ilusões (o ensino, as viagens, o emprego, o esporte...). Iludir-se para suportar a sua própria resignação. Assim, é inevitável que o cansaço do homem contemporâneo cresça rapidamente à medida que aumenta a sua &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;instrução&lt;/span&gt;, que é a sua &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ilusão de conhecimento&lt;/span&gt;. América, Europa, Ásia, em suma, todo o mundo capitalista caminha para a sua inevitável ruína através do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;mais alto grau&lt;/span&gt; de instrução: o&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; cansaço absoluto da absoluta automatização&lt;/span&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-7284882222845125018?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/7284882222845125018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=7284882222845125018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7284882222845125018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7284882222845125018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/10/resignacao.html' title='Resignação'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-8646815054199406555</id><published>2009-09-02T08:24:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T09:46:26.642-07:00</updated><title type='text'>Fascismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/Sp6OauOxDMI/AAAAAAAAByM/4IQNPxpIKGA/s1600-h/operarios-tarsila-do-amaral.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376891594864659650" src="http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/Sp6OauOxDMI/AAAAAAAAByM/4IQNPxpIKGA/s320/operarios-tarsila-do-amaral.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 230px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Operários&lt;/span&gt; (1933), de Tarsila do Amaral&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #444444; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0.49cm; margin-top: 0.49cm;"&gt;“&lt;i&gt;Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”&lt;/i&gt;. Assim Mussolini resumia a lógica fascista, para o agrado de uma massa enfraquecida, amedrontada e, ao mesmo tempo, esperançosa. Mas isso não se trata de um caso isolado. O fascismo apenas expõe uma moral unificadora, que pretende espantar, a todo custo, qualquer ameaça ao “conforto” e “sossego” dos “bem sucedidos economicamente”. Através de tamanho descaramento, é evidente que esse tipo de fascismo não pode durar muito. Os dogmáticos do liberalismo, neste ponto, são muito mais astutos, já que pretendem operar a homogeneização através da democracia. Não temos dúvida de que a sociedade capitalista é um fascismo&lt;i&gt; disfarçado &lt;/i&gt;de democracia. A democracia realiza de forma muito mais eficiente e sutil a empreitada fascista, &lt;i&gt;que é a homogeneização através da inclusão&lt;/i&gt; das supostas “minorias”, tudo em nome da &lt;i&gt;humanização &lt;/i&gt;dos excluídos de um modelo que é imposto para todos. A inclusão é para a&lt;i&gt; mesma&lt;/i&gt; educação, para o &lt;i&gt;mesmo&lt;/i&gt; trabalho, para a &lt;i&gt;mesma&lt;/i&gt; família.&lt;i&gt; A&lt;/i&gt;&lt;i&gt; inclusão democrática facilita a busca pela identidade que falta&lt;/i&gt;! A democracia moderna... eis o grande golpe burguês para manter a crença das massas numa suposta proteção do Estado. Os &lt;i&gt;mass media&lt;/i&gt;, por exemplo,&lt;i&gt; &lt;/i&gt;tentam esconder, de todas as maneiras, que o Estado moderno está a serviço da acumulação do capital, que a burguesia se serve dele para os seus interesses vampirescos, de modo que &lt;i&gt;os&lt;/i&gt; &lt;i&gt;representantes da massa no poder&lt;/i&gt; são apenas peças (que são renovadas a cada nova eleição) para manter a máquina capitalista funcionando. Mas esconder isso a todo custo, simulando objetivos para que uma vida melhor possa ser alcançada através da lógica democrática da inclusão, faz parte desse grande circo. A inclusão, de fato, é realizada através da captura de um desejo que passa a amar a identidade e o poder. O que decorre disso é que os incluídos passam a vigiar e punir... mas estes também são vigiados e punidos! Não é mesmo fácil ser livre num mundo assim, não é fácil manter-se numa vida revolucionária que não se confunde com um grito de “Viva a revolução!”, mas que é um constante afastamento do poder &lt;i&gt;em si mesmo&lt;/i&gt;. Alguém que vive enfraquecido, impedido de ampliar suas conexões e de criar novas maneiras de viver (notem bem:&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;i&gt; criar&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; ser incluído), &lt;i&gt;tende a desejar o poder &lt;/i&gt;(eis um fascismo emergente...). Talvez a grande contribuição de Pierre Clastres, seja essa: a sociedade primitiva não é sem Estado, mas &lt;i&gt;contra&lt;/i&gt; o Estado, ela esconjura, constantemente, o Estado que está sempre ali, virtualmente... Não se tem a menor idéia disso quando há exigências por “mais segurança!”, “mais direitos iguais!”, “mais punição”. O horror, o&lt;i&gt; horror &lt;/i&gt;de outrora dos regimes fascistas passa a ser exercido pelo homem democrático, progressista e cínico - o homem de bem da nossa época.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-8646815054199406555?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/8646815054199406555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=8646815054199406555&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/8646815054199406555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/8646815054199406555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/09/tudo-no-estado-nada-fora-do-estado-nada.html' title='Fascismo'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/Sp6OauOxDMI/AAAAAAAAByM/4IQNPxpIKGA/s72-c/operarios-tarsila-do-amaral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-103779205036362230</id><published>2009-09-01T20:12:00.001-07:00</published><updated>2011-11-30T16:17:27.523-08:00</updated><title type='text'>Essência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;A semente precisa de certos corpos para desenvolver-se, para, enfim, &lt;i&gt;morrer e nascer ao mesmo tempo&lt;/i&gt;, dividindo-se quando deixa de ser semente para ser planta. Sua metamorfose somente ocorre quando ela se mistura com corpos que são fundamentais para esse processo, como a água e a terra. Sem isso, ela não germina. Uma semente misturada com corpos que são contrários à sua natureza, como o cimento e a madeira, por exemplo, não irá germinar. Continuará a ser semente, mas, certamente, dessa mistura não veremos derivar uma planta. Essas observações não são nada misteriosas, já que pertencem ao senso comum. “Os alunos observam continuamente a evolução do plantio e chegam às primeiras conclusões. &lt;i&gt;Reconhece-se a semente por sua capacidade de mudar:&lt;/i&gt; cresce se é colocada na terra; uma semente que cresce dá uma planta. Em uns quinze minutos (observação e registros escritos) – a cada dois dias durante uma semana a dez dias – em função da evolução do plantio, as crianças observam as mudanças; é uma observação contínua. A cada vez, cada um desenha e escreve o que observa, colocando a data. Após cada observação, os alunos que querem relatam suas observações ao grupo ou à classe. &lt;i&gt;À medida que o tempo passa, diferenças aparecem na evolução dos plantios:&lt;/i&gt; novas plantas saem da terra no terceiro dia, outras apenas após sete dias. Os alunos propõem remover a terra para melhor observar o que colocaram. Constatam o que mudou. &lt;i&gt;Uma semente se reconhece pelo que é capaz de transformar. Esta capacidade de mudar com o tempo e de fazer trocas com o ambiente são propriedades que permitem identificar o ser vivo&lt;/i&gt;”. Assim como ocorre com as sementes, as mudanças da nossa essência exigem um tempo, mais precisamente um tempo próprio, para, somente assim, percebermos que nos tornamos diferentes de nós mesmos – mudanças que implicam a arte da experimentação, de um convívio com os corpos que são favoráveis à nossa metamorfose e que nos relacionamos de modo amoroso, onde, literalmente, roubamos tudo o que pode servir a algo que nos impulsiona a viver, que é a produção da nossa essência – &lt;i&gt;assim, percebemos que existe uma “planta” em nós mesmos...&lt;/i&gt; “A noção de semente, estando agora esclarecida do ponto de vista morfológico, ontogênico e anatômico, parece interessante questionar sobre as necessidades fisiológicas deste ser vivo, ou seja, &lt;i&gt;sobre as condições ambientais necessárias ao seu desenvolvimento.&lt;/i&gt; As crianças procuram saber o que a semente precisa para que consiga germinar com êxito. A observação das diferenças na evolução dos plantios leva as crianças a perguntarem ‘O que faz com que certas sementes cresçam mais rápido que outras?’ Os alunos discutem os resultados obtidos nos seus experimentos e escrevem suas conclusões: &lt;i&gt;para germinar, a semente precisa de água, sem água não germina.&lt;/i&gt; O professor propõe que as crianças analisem os resultados dos experimentos. Após alguns dias, pode-se constatar que nos setores onde não há água, &lt;i&gt;semente nenhuma germinou&lt;/i&gt;. Por outro lado, nos setores onde as sementes estavam em presença de água, &lt;i&gt;os brotos apareceram&lt;/i&gt;”. A efetuação disso não se dissocia de um autêntico combate: encontrar a nossa “água” exige ação, uma dose de coragem, ruptura com relações que não combinam conosco, que travam o processo da nossa germinação, &lt;i&gt;porque são organizadas de fora&lt;/i&gt; e não por nós mesmos. E a consciência desse processo irreversível de metamorfose torna-se cada vez mais rara à medida que os homens nem sequer imaginam que eles são, na verdade, como tudo na natureza – essência que não remete a uma identidade perdida, mas a uma capacidade de modificar-se cada vez mais. Afinal, reconhecemos alguém &lt;i&gt;que vive&lt;/i&gt; quando percebemos que ele é capaz de efetuar isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-103779205036362230?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/103779205036362230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=103779205036362230&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/103779205036362230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/103779205036362230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/09/essencia.html' title='Essência'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-6679076725674332673</id><published>2009-07-21T19:50:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T07:12:33.689-07:00</updated><title type='text'>Lançamento de livro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/Smhvx0mI7xI/AAAAAAAABsY/bibnE89qoDM/s1600-h/CAPAsoSPINOZA-2-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 242px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/Smhvx0mI7xI/AAAAAAAABsY/bibnE89qoDM/s320/CAPAsoSPINOZA-2-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361658258107461394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Introdução à filosofia de Spinoza&lt;br /&gt;Amauri Ferreira&lt;br /&gt;Editora Quebra Nozes&lt;br /&gt;120 páginas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Este livro já está disponível para aquisições através da internet.&lt;br /&gt;Acesse o &lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/busca-v.cgi?pchave=spinoza&amp;amp;tipo=simples&amp;amp;estante=%28todas+estantes%29&amp;amp;alvo=autor+ou+titulo&amp;amp;vendedor=240387"&gt;LIVRO SEM TRIBO &lt;/a&gt;para fazer o pedido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Coquetel de lançamento: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;12 de Agosto de 2009&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;, das 18h30 às 21h30&lt;br /&gt;Local:&lt;a href="http://www.livrariasobrado.com.br/"&gt; Livraria Sobrado&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;amp;source=s_q&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;geocode=&amp;amp;q=av.+moema,+493,+moema,+s%C3%A3o+paulo+-+sp&amp;amp;sll=-23.545861,-46.644441&amp;amp;sspn=0.009403,0.013797&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;ll=-23.604242,-46.657691&amp;amp;spn=0.009399,0.013797&amp;amp;z=16&amp;amp;iwloc=A"&gt;Av Moema, 493, Moema, São Paulo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-6679076725674332673?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/6679076725674332673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=6679076725674332673&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6679076725674332673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6679076725674332673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/07/lancamento-de-livro-em-1208.html' title='Lançamento de livro'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/Smhvx0mI7xI/AAAAAAAABsY/bibnE89qoDM/s72-c/CAPAsoSPINOZA-2-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-3539105554901941534</id><published>2009-07-15T13:05:00.000-07:00</published><updated>2011-01-06T17:23:43.266-08:00</updated><title type='text'>Pensamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A capacidade que temos de pensar não está dissociada das relações que o nosso corpo tece com os ambientes que freqüentamos, que moramos, que lemos, que comemos. O mais elevado estado de espírito é fruto de uma vivência nos ambientes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;certos &lt;/span&gt;– pensar nunca é algo passivo, mas, ao contrário, é uma potência da vida que envolve uma atividade do nosso próprio corpo, de uma fuga dos ambientes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;errados&lt;/span&gt;. Um pensador é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esmagado &lt;/span&gt;quando se deixa levar pela afobação daqueles que não costumam pensar, quando é envenenado pelo império da insensatez que assola os homens. Daí a necessidade de vivermos nas regiões mais profundas de nós mesmos, ou seja, passamos a pensar quando mergulhamos numa natureza que já pensa em nós. Por ser distinto da banalidade, do senso comum, é inegável que há uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;doce loucura&lt;/span&gt; no pensamento, ao ponto que podemos dizer que a força de uma idéia – e o respeito que ela exige de nós – está em alguma loucura que nos faz viver. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O pensador e a sua loucura&lt;/span&gt;: eis os companheiros inseparáveis, que não se confundem, de nenhum modo, com a opinião. O pensamento nos liberta da mesmice e da covardia, do gosto amargo da racionalidade, da consciência que quer prever tudo. Pensar exige coragem para dizer as coisas que não se ousa dizer, para dizer de um jeito que habitualmente a sociedade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não&lt;/span&gt; deseja saber. E o nosso perigo é esse: deixamos de pensar  quando somos engolidos pelo mais terrível dispositivo de anti-pensamento que serve para distrair as massas – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a proliferação da besteira&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-3539105554901941534?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/3539105554901941534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=3539105554901941534&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3539105554901941534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3539105554901941534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/07/pensamento.html' title='Pensamento'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-7004980417755618173</id><published>2009-07-15T13:02:00.000-07:00</published><updated>2011-11-30T16:15:51.752-08:00</updated><title type='text'>Viver</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;Amadurecemos muito mais quando nos relacionamos com aqueles indivíduos que ativam os diferentes “eus” que estão em nós. Isso acontece nas relações que são desprovidas de julgamento, de censura, de vergonha, de cobrança – são as relações de &lt;i&gt;amizade&lt;/i&gt;. Não há dúvida de que o lúdico e a inocência dos nossos atos nos dão a confiança necessária para desejar que esses estranhos em nós continuem a ser evocados. Nas relações dessa natureza, podemos até afirmar que praticamente existe uma “disputa” de quem pode doar mais, de quem pode &lt;i&gt;produzir&lt;/i&gt; mais. A qualidade da relação não poderia ser avaliada por tudo aquilo que nos desperta, que nos leva à ação e à nossa despersonalização?... Nessas experiências sentimos que somos ora mais jovens, ora mais velhos, e que também somos pais, filhos, homens, mulheres, animais. E, além disso, aprendemos a viver num ritmo em que o tempo cronológico deixa de ser a referência do nosso percurso espiritual – assim conquistamos o tempo dos afetos... Isso tudo é exatamente o oposto das relações tristes, que reproduzem o ódio e o ciúme, que envolvem julgamento, censura, vergonha, medo e, em suma, &lt;i&gt;constrangimento da nossa natureza&lt;/i&gt;. As relações tristes não cessam de reprimir os nossos “eus” ao reforçar a identidade, a função social, o papel familiar, o lugar correto no mundo. Tristeza e falta são apenas consequências de uma vida que não aprendeu a rir, que leva demasiado a sério os “problemas-do-cotidiano-que-atormentam-o-seu-euzinho”... Mas quando beijamos os dedos de uma de nossas próprias mãos para, em seguida, encostá-los carinhosamente sobre o peito de alguém  querido, talvez &lt;i&gt;muita coisa&lt;/i&gt; pode ser mudada... Viver é, sobretudo, tocar e ser tocado, doar e receber...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-7004980417755618173?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/7004980417755618173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=7004980417755618173&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7004980417755618173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7004980417755618173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/07/viver.html' title='Viver'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-3058211349554234279</id><published>2009-06-06T06:55:00.000-07:00</published><updated>2010-11-26T09:39:42.401-08:00</updated><title type='text'>Respiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/Sip__zSop_I/AAAAAAAABb8/beAuCrioIg8/s1600-h/100_0076.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 320px; display: block; height: 240px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344224641905371122" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/Sip__zSop_I/AAAAAAAABb8/beAuCrioIg8/s320/100_0076.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nos momentos de respiro estamos acompanhados da nossa própria experiência porque &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ousamos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; nos entregar, mesmo que temporariamente, ao aspecto inútil da existência. Somente assim podemos perceber que, de fato, não paramos de mudar um só instante, que nos diferenciamos ininterruptamente – nesse processo sentimos emergir uma grande alegria por participarmos de uma realidade que se alimenta de si mesma. Passamos a amar e a desejar a potencialização da nossa capacidade de sermos profundamente afetados pelo tempo. Como aprendemos a amar as experiências dessa natureza, somos pressionados a comunicar aos outros essa grande emoção da mente – e é inevitável que os pensamentos nunca antes imaginados tornem-se presentes para nós. Essa grande sensação nos coage a vivermos cada vez mais assim: o inútil, o maravilhosamente inútil, expressa a interrupção temporária da agitação, do barulho que provém das quinquilharias eletrônicas, da insana correria para atender os compromissos do trabalho, do consumo das distrações, enfim, de tudo aquilo que caracteriza o cotidiano do homem utilitário. Com uma virtude encarnada, quem é grande&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;esforça-se, sempre naquilo que pode, para varrer para longe de si a maior parte das obrigações sociais estabelecidas, e trava um combate contínuo contra o automatismo crescente dos indivíduos que reproduz uma humanidade embotada, escrava do seu fanatismo utilitário, da sua repugnância contra tudo que é estranho, do seu ódio contra o tempo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mas a criação e toda grande sensação apenas podem ser filhas do inútil!... Somente assim podemos redimir o útil... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nada nos falta quando entendemos que, para que haja a geração do novo, basta nos aprofundarmos no nosso próprio tempo – um tempo que maquina silenciosamente cada modificação em nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; É através dele que encontramos o nosso ritmo para o que fazemos com amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-3058211349554234279?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/3058211349554234279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=3058211349554234279&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3058211349554234279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3058211349554234279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/06/respiro.html' title='Respiro'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/Sip__zSop_I/AAAAAAAABb8/beAuCrioIg8/s72-c/100_0076.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-6476596395774944326</id><published>2009-05-08T18:49:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T19:08:32.080-07:00</updated><title type='text'>Criação</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;mso-hyphenate:auto"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Contra todo dever ser, contra todo modelo de perfeição, o sentimento de felicidade é a nossa maior arma no combate ao esmagamento contínuo da vida humana. Criar é uma resistência à submissão, e a felicidade que provém do ato criativo passa a nos guiar cada vez mais, já que através dela podemos avaliar as nossas atividades cotidianas sempre do ponto de vista do favorecimento ou do obstáculo à fruição da vida. Como o criador é movido por um desejo contínuo de distribuir os seus filhos ao mundo, é inevitável que, ao perceber que está muito próximo da morte, tenha como a única preocupação &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;não a morte mesma&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, mas sim ter a certeza de que tudo que foi possível criar foi efetivamente distribuído ao mundo. Por isso que o pensamento da morte, quando nele surge, funciona apenas como mais um estímulo para tornar-se cada vez mais fecundo e para não desviar-se do seu caminho. Há, nele, um conhecimento de que tudo continua e que as coisas permanecem sempre de modo diferente... e a sua felicidade corresponde a uma certeza de que a roda gira desde sempre: esteja com vinte, quarenta ou oitenta anos, o criador não conhece cansaço porque não pára de beber da fonte onde jorra toda a matéria para o novo. Um músico transporta para a música as experiências que ele viveu – assim também faz o escritor ou todo aquele que cria. Mas quem cria é quem está aberto às novas experiências - e por isso as suas obras podem exprimir cada sentimento vivido. Como cada gesto nosso é um acontecimento absolutamente inédito no universo, o criador faz de sua obra um estimulante para que os outros também participem ativamente da criação do universo... Uma humanidade que não cria, não pode resistir por muito mais tempo ao seu próprio cansaço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-6476596395774944326?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/6476596395774944326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=6476596395774944326&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6476596395774944326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6476596395774944326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/05/criacao.html' title='Criação'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-4701566447893633409</id><published>2009-04-30T11:03:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T18:08:30.901-07:00</updated><title type='text'>Sentidos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SfntlCwAZII/AAAAAAAAA9I/sYjrg4BJzds/s1600-h/100_0101.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330552854618858626" src="http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SfntlCwAZII/AAAAAAAAA9I/sYjrg4BJzds/s320/100_0101.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando escutamos uma música, percebemos que &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;há um mundo &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;envolvido na maneira de frui-la: o conforto da poltrona onde sentamos, a ausência de ruído na sala, a necessidade de fecharmos os olhos, as lembranças que emergem juntamente com os movimentos musicais, os braços que balançam, as eventuais lágrimas que escorrem, em suma, um &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;estranho &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;que nos habita revela-se para a nossa consciência – a experiência musical, por não limitar-se à audição, é, antes de tudo, uma grande aliança entre os nossos sentidos. Mas uma poltrona desconfortável, um ruído na sala, os olhos que se abrem, interrompem bruscamente o mergulho cada vez mais profundo em nossas lembranças: então, a experiência torna-se radicalmente diferente, apesar da música ser a “mesma”. Experiências singulares, acontecimentos: isso ocorre com todas as coisas que nos relacionamos, mesmo quando não nos atentamos à múltipla riqueza de um mesmo objeto, pois, afinal, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;o nosso corpo sempre deseja outros corpos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, pois ele é renovado por cada elemento da natureza que exprime uma riqueza própria. Os nossos sentidos deleitam-se com a imensidão de um novo mundo que abre-se para eles. Assim ocorre quando ouvimos um voz sussurrada bem próxima ao nosso ouvido, com um tom tão delicado, que nos faz perceber que ela expressa um enorme cuidado de não afastar a presença do silêncio – afinal, as palavras sussurradas e o nosso pensamento se entendem muito bem com o silêncio...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando menosprezamos o corpo, cometemos o nosso maior erro: como não mudamos a nossa vida, não podemos mudar a vida de alguém... Devemos amar &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;o que se passa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; em cada sentido para compreendermos que não somos apenas um, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;mas muitos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Isso&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; é uma relação de amor para com o mundo. É impossível que cada toque, olhar, cheiro, som, sabor, seja uma experiência igual a outra. Afinal, cada sensação tem o seu ineditismo, e viver é alimentar-se a todo momento das diferenças, do inesgotável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-4701566447893633409?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/4701566447893633409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=4701566447893633409&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4701566447893633409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/4701566447893633409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/04/sentidos.html' title='Sentidos'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SfntlCwAZII/AAAAAAAAA9I/sYjrg4BJzds/s72-c/100_0101.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-7832069368240414898</id><published>2009-04-12T05:38:00.000-07:00</published><updated>2011-11-30T16:13:30.126-08:00</updated><title type='text'>Depressão</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;O maior valor da depressão é que ela expõe a necessidade de uma grande mudança no percurso de uma vida. Mudança &lt;i&gt;mesmo,&lt;/i&gt; ruptura. Somos honestos com nós mesmos quando não desejamos mais o engodo das distrações enlatadas, porque percebemos que elas não servem para dar conta de uma dor crescente, sufocante, uma sensação do nada, do vazio, de um “para quê a existência?” que insiste em cutucar nas horas do café, do trabalho, no cotidiano que foi banalizado, tornado insosso, enfadonho – o mundo, as pessoas, a &lt;i&gt;história pessoal&lt;/i&gt; parecem ser erros, embustes, que bloqueiam alguma coisa que sentimos ser realmente maior, que é verdadeiramente &lt;i&gt;nossa&lt;/i&gt;, porém ainda sem força suficiente para vir à tona e mudar um percurso que parece não ter mais saída alguma. No &lt;i&gt;mínimo&lt;/i&gt; o deprimido expõe à sociedade o erro da conservação das obrigações que apenas reproduzem seres resignados com as migalhas distribuídas por quem precisa farejar a impotência alheia para extrair vantagens – desse modo, cada sofredor entrega a sua própria vida aos tubarões famintos. Mas, para os tubarões, a depressão pode ser uma séria ameaça à permanência das suas leis. Os moralistas agem rápido quando querem impedir que alguém se afunde na tristeza, e por isso recorrem ao seu método mais usual para “corrigir” o comportamento de todos que ousam desviar-se do “bom” caminho: o &lt;i&gt;julgamento&lt;/i&gt;. Eles dizem, com o tom de uma “inteligência suprema”, que o deprimido só pode ser um doente ou louco. Mas comparado com esses funcionários de reprodução dos valores de uma moral utilitária, o deprimido está &lt;i&gt;muito mais vivo&lt;/i&gt;, muito mais próximo de um autêntico renascimento. A depressão pode nos ensinar que o abandono do que nos esmaga é a condição para respirarmos um ar absolutamente renovado, de modo que, ao virarmos para trás, olhamos para tudo que se desprendeu de nós, tudo aquilo que foi &lt;i&gt;maravilhosamente desprezado&lt;/i&gt; (todo sentimento de dever, de culpa, entre outras prisões), e nos alegramos pela passagem, pela conquista da autonomia, do querer, &lt;i&gt;do nosso querer&lt;/i&gt;, curados de toda doença que uma sociedade fraca quer nos contaminar e, por isso, vibramos em cada músculo, em cada pensamento – e assim seguimos adiante, &lt;i&gt;mas&lt;/i&gt; &lt;i&gt;reinventados.&lt;/i&gt; Certamente, isso não é um processo simples e rápido, pois envolve muita paciência, disfarce, aliança, querer, sobretudo um querer que a vida passe mais intensa, de outro jeito, do &lt;i&gt;nosso &lt;/i&gt;jeito. Mas &lt;i&gt;antes &lt;/i&gt;que tudo isso seja, de fato, experimentado, o nosso maior perigo são as &lt;i&gt;muitas&lt;/i&gt; opções oferecidas para uma fuga cada vez mais rápida da depressão: “nada de tristeza, isso é coisa de preguiçoso!”, gritam os catequizadores. “O reino de Deus”, a “alma gêmea”, a “profissão ideal”: tais opções reforçam o conformismo, e vemos, desse modo, “o mundinho encantado” ser novamente objeto de crença... e a &lt;i&gt;ação&lt;/i&gt; passa a ser adiada, mais uma vez – o que, com certeza, &lt;i&gt;faz um parasita festejar...&lt;/i&gt; O entretenimento e o trabalho utilitário são apenas alguns remédios para que a massa não seja incomodada pela depressão, mantendo-a submetida aos compromissos que, evidentemente, continuam a esmagá-la. A imagem de um indivíduo que deseja a mentira por medo de assumir aquilo que, nele mesmo, não cessa de exigir, que o incomoda, que continua a gritar, é que é deplorável. Como ele não sabe o que fazer quando o ritmo que o mantém distraído de si é momentaneamente suspenso, &lt;i&gt;deseja que essa suspensão vá embora rapidamente&lt;/i&gt;. O domingo é o seu grande dia dedicado ao descanso, mas que é também o dia do seu grande tédio, de um sentimento de desperdício de vida, de uma dor que será apaziguada com qualquer coisa que&lt;i&gt; tenha &lt;/i&gt;que preencher esse vazio (as horas dedicadas à televisão, distrações, dormir em excesso para não sentir o tempo passar). Mais uma vez: &lt;i&gt;isso &lt;/i&gt;é que é deplorável.     &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Garamond; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-7832069368240414898?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/7832069368240414898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=7832069368240414898&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7832069368240414898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7832069368240414898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/04/depressao.html' title='Depressão'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-6535880107237725313</id><published>2009-04-10T20:35:00.001-07:00</published><updated>2009-04-10T21:15:00.163-07:00</updated><title type='text'>Ser</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;mso-hyphenate:auto"&gt;&lt;span style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Quando observamos um corpo, imaginamos que ele &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; e não que ele devém. Fixamos e atribuímos um nome e algumas qualidades a ele (a cadeira &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;é &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;um corpo sólido, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; de cor cinza...). Não agimos de maneira diferente quando dividimos os corpos em humanos e não humanos, para, em seguida, fazermos distinções de nome, cor, sexo, raça, nacionalidade, profissão. Dizemos que alguém &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Maria, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; mulher, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; branca, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; brasileira, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; bióloga. E assim imaginamos que também somos, no fundo, uma realidade fixa. Dessa maneira, reduzimos toda a realidade ao verbo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ser&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;: eis o nosso grande vício, a grande armadilha do ressentimento!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mas não há &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;nada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; fixo no mundo, nem a cadeira, nem Maria, nem nós mesmos. Assim como acontece com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;todas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; as coisas do mundo, não paramos de mudar. É necessário compreendermos que não nos separamos do mundo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;nem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;mesmo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;quando acreditamos que somos isso ou aquilo – nem o mais fervoroso defensor da sua identidade está separado do devir. Mas compreender isso é uma tarefa muito difícil, pois a noção de identidade, que é um sintoma de ressentimento, é reproduzida através de uma violência cada vez maior pelos aparelhos do Estado. Certamente, o maior exemplo dessa violência que domestica massas são os meios de comunicação. Quanto mais somos informados pelos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;mass media, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;cada vez mais sentimos a necessidade de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;“corrigir” a realidade – em outras palavras: o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;péssimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; hábito de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;julgar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;o mundo é intensificado pelos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;mass media.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; E isto é perfeitamente compreensível, já que uma quantidade cada vez maior de entretenimento faz aumentar a tagarelice. Mas, mesmo sob o império da besteira, a realidade segue escoando em nós e de nós para o mundo, sem nenhum objetivo a ser alcançado – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;mas continuamos a querer encobrir tudo isso através da linguagem!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Se ainda nos agarramos à mentira do “eu”, continuamos a reprimir os nossos “eus”, isto é, os &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;estranhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; que nos habitam... Mas podemos fazer emergir esses &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;estranhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; através da arte, por exemplo. A arte nos faz tocar a fluidez do real porque ela suspende o nosso hábito de falar, de querer fixar tudo que muda. Afinal, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;sentimos a vida quando deixamos de tagarelar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Passamos a ouvir a enorme beleza das vozes do mundo quando acompanhamos o ritmo que escoa da eternidade...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-language:PT-BR;font-family:Verdana;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-6535880107237725313?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/6535880107237725313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=6535880107237725313&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6535880107237725313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6535880107237725313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/04/ser_10.html' title='Ser'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-7257691224243971147</id><published>2009-03-13T15:46:00.000-07:00</published><updated>2010-12-07T05:15:55.223-08:00</updated><title type='text'>Imortalidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A crença na imortalidade da alma ainda alimenta a esperança dos que querem encontrar uma resposta definitiva para os seus problemas existenciais. Mas a crença numa vida imortal que seria alcançada somente no mundo do além, sofreu adaptações para atender os anseios da época “moderna”. A noção de "alma" ou de “eu” ainda permanecem praticamente inatacáveis, à medida que o homem continua a viver, sobretudo, preocupado em defender-se contra os imprevistos da vida. Essa noção é realmente muito estranha &lt;em&gt;para quem vive o momento&lt;/em&gt;, porque o homem criador já experimenta uma felicidade de natureza absolutamente distinta daquela inventada pelos homens impotentes. Para ele, soa estranho questões como “Há vida após a morte?” ou “Para aonde irá a nossa alma?”. Ora, como as religiões oferecem as “respostas” para estas questões, mais um membro doente é adicionado por uma seita. Mas estas questões não diferem, de fato, de outras, tais como “Quanto eu vou ganhar se eu me formar em tal especialidade?”, ou então, “Qual é a profissão que mais combina comigo?”. Estas questões indicam uma aflição para buscar, alcançar e conservar um “eu” - essa é a aspiração máxima que move a vida dos homens que não criam. &lt;em&gt;A identidade está à venda, portanto, aos impotentes...&lt;/em&gt; Aos homens criadores, tais questões nem passam pela mente deles, porque já vivem de uma maneira que &lt;em&gt;sentem&lt;/em&gt; a eternidade vibrar a cada novo ato de superação de si. Afinal, seus problemas são muito mais nobres do que os dos atrofiados... Durante a noite, há momentos que os criadores adiam o sono, não por causa das preocupações que costumam assolar o homem comum, mas porque ainda sentem reverberar os efeitos de um dia de intensa criação... A experiência da felicidade &lt;em&gt;refreia&lt;/em&gt; a necessidade da crença na imortalidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-7257691224243971147?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/7257691224243971147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=7257691224243971147&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7257691224243971147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7257691224243971147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/03/imortalidade.html' title='Imortalidade'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-2253742304765944451</id><published>2009-02-22T15:12:00.001-08:00</published><updated>2011-11-30T16:11:15.540-08:00</updated><title type='text'>Ler</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SaHcjA7mE0I/AAAAAAAAA6U/-S4XhtNg5Es/s1600-h/thirt3.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305764330122646338" src="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SaHcjA7mE0I/AAAAAAAAA6U/-S4XhtNg5Es/s320/thirt3.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 261px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Você vive aquilo que lê?”.&lt;/i&gt; Esta questão torna-se urgente numa época em que os leitores não conseguem criar a partir daquilo que costumam ler. A relação com os livros é, muitas vezes, uma atividade enfadonha, o que desperta no leitor uma vontade para terminar a leitura o mais rápido possível. Assim, ele imagina que pode aplicar rapidamente os “ensinamentos” daquilo que foi lido. O leitor da nossa época funciona como uma caixa de ressonância do que é escrito nos jornais, revistas e livros. Quando ele escreve ou fala algo a respeito do que leu, praticamente não expressa nada de diferente, pois como não sabe selecionar e digerir o que leu, age como um papagaio. &lt;span style="font-style: normal;"&gt;Mas&lt;/span&gt;&lt;i&gt; quando vivemos aquilo que lemos&lt;/i&gt; é revelado para nós uma estranha paciência, de modo que, sempre quando retornamos ao mesmo escrito, continuamos a descobrir outras nuançasdo texto. Quem é sábio lê aquilo que remete diretamente às suas experiências de vida. Esse tipo de leitura torna-se produtiva porque ela nos prepara para a ação: fazemos das nossas lembranças, que são evocadas durante a leitura, a ocasião para &lt;i&gt;nascer em nós idéias que vão além daquilo que lemos.&lt;/i&gt; Mas isso, para o autor que escreve honestamente, é tudo o que ele deseja... Passamos a participar da continuidade da produção de pensamento ao lançarmos uma idéia para lugares inexplorados. Apenas entendemos que há &lt;i&gt;movimento&lt;/i&gt; na natureza &lt;i&gt;quando nos colocamos no processo de produção.&lt;/i&gt; Não há dúvida de que, se vivemos aquilo que lemos, transformamos a nossa própria vida e, em razão disso, amamos o texto que lemos... Deixamos de ser reprodutores de falácias institucionalizadas e transmitidas à exaustão pelos &lt;i&gt;mass media,&lt;/i&gt; para sermos criadores – somente aí podemos perceber que o sentido elevado da leitura aponta sempre para a direção da criação e &lt;i&gt;não &lt;/i&gt;para a erudição. Pois ao contrário do leitor sábio, o leitor erudito sempre está preocupado em memorizar aquilo que lê. Ele demonstra a sua ignorância quando interpreta um texto com a finalidade de encontrar alguma verdade escondida. Diferente do erudito, o sábio trata o texto como algo vivo, interpretando-o para maquiná-lo, &lt;span style="font-style: normal;"&gt;para&lt;/span&gt;&lt;i&gt; levá-lo adiante ao produzir algo diferente a partir dele&lt;/i&gt; – no próprio movimento da interpretação, faz da leitura uma experiência intensiva. Em suma, o leitor erudito apenas reproduz o que costuma ler; já o leitor sábio modifica, de fato, a realidade com aquilo que lê. Enquanto o leitor erudito torna-se dependente dos aplausos que recebe dos seus admiradores, o leitor sábio, ao devolver ao mundo o seu ato singular como um agradecimento à vida, experimenta o mais alto sentimento da produção de realidade.      &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-2253742304765944451?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/2253742304765944451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=2253742304765944451&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2253742304765944451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2253742304765944451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/02/ler_22.html' title='Ler'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SaHcjA7mE0I/AAAAAAAAA6U/-S4XhtNg5Es/s72-c/thirt3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-7445985312242790069</id><published>2009-02-11T17:44:00.000-08:00</published><updated>2011-09-05T09:19:55.938-07:00</updated><title type='text'>Confinamento</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O animal que é colocado à força em um cativeiro reage agressivamente contra essa situação. Entretanto, quando ele está, de alguma forma, adaptado ao cativeiro, apenas come, bebe água, dorme muito. Nessa situação, o animal apenas sobrevive. Embora esteja livre das ameaças dos predadores, esse animal apresenta comportamentos muito diferentes dos que vivem livremente. Limitado pela arquitetura do cativeiro, a sua força não encontra a via suficiente para agir e modificar o ambiente. Enquanto sobrevive no cativeiro, ele não passa pelas experiências fundamentais de procurar o seu alimento, de voar, de enfrentar riscos, de fugir do que o amedronta, de explorar o seu ambiente, de &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;inventar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; soluções para os problemas que sempre surgem no seu habitat. Com o passar do tempo, esse animal torna-se inevitavelmente entediado porque praticamente tudo que acontece no ambiente artificial em que habita é previsível - as condições em que vive impedem que o imprevisto surja como uma abertura para a sua ação. Em suma, o animal que vive no cativeiro é &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;incapaz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; de criar um mundo próprio. As tentativas de introduzir nos cativeiros objetos que provocam um mínimo de imprevisto para estimular os sentidos do animal, de maneira que ele possa ter &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;alguma &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ação, apenas funcionam como paliativos... Já o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;animal homem&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, escondido sob o invólucro da racionalidade, busca o confinamento &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;voluntariamente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Ele sobrevive enclausurado no mundo artificial arquitetado para que a sua força seja continuamente impedida de vazar. No seu cotidiano, desloca-se de um cativeiro a outro, o que lhe dá uma aparência de “liberdade”: seja no transporte público, no seu local de trabalho, nos estabelecimentos de ensino ou na sua própria casa, a potência do seu corpo de criar as conexões com outros corpos é continuamente refreada. Tal como o animal que sobrevive no cativeiro, o homem experimenta, na maioria das vezes, uma &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;violência &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;contra o seu próprio corpo, realizada dentro dos espaços modernos de confinamento – violência que é &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;autorizada &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;por leis que visam o seu “bem-estar”. Assim é produzido um indivíduo covarde, resignado, inofensivo e, evidentemente, muito fácil de ser enganado. Diante dessa violência, é inevitável que o seu corpo passe a reagir através de vários sintomas que apontam para uma degradação acelerada. Uma vida assim &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;exige&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; respiro e alívio. Constituída por seres aprisionados que amam o poder, a máquina social&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;que organiza os indivíduos dentro dos espaços de confinamento&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;também &lt;/span&gt;oferece os paliativos necessários para combater o tédio que os assola, de modo a mantê-los distraídos &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;antes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; que esses sofredores destruam o funcionamento do perverso sistema de reprodução de seres atrofiados. Consumidor voraz das quinquilharias reproduzidas sob medida para os doentes, o &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;homem-confinado&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; padece cada vez mais porque nem sequer pode imaginar que a criação de um mundo próprio corresponde à liberdade de efetuação da sua natureza – liberdade que se exprime em um corpo apto a fazer, na maioria das vezes, as coisas &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;que somente lhe interessa; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;liberdade que se exprime em um indivíduo que ama o risco, que dá boas-vindas ao imprevisto, que cria as suas próprias condições de sobrevivência ao inventar os &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;atalhos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; no mundo em que vive.&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Antes a ação do que a crença em uma ideologia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pois&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;somente enquanto &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;vive,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; o homem é capaz de desprezar os engodos que servem para aliviar, de modo efêmero, o desespero dos confinados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-7445985312242790069?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/7445985312242790069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=7445985312242790069&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7445985312242790069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/7445985312242790069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/02/confinamento.html' title='Confinamento'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-2168475771815962094</id><published>2009-02-06T18:01:00.000-08:00</published><updated>2010-12-27T06:25:01.157-08:00</updated><title type='text'>Relações</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A carência de relações profundamente afetivas entre os indivíduos expõe cada vez mais a importância política da produção de afetos. Não há dúvida que as divisões hierárquicas e o confinamento servem para tornar as relações humanas cada vez mais artificiais e utilitárias. Por isso elas são estabelecidas em ambientes demasiado organizados, onde a eficácia das tarefas que são consideradas "urgentes" quase não permite que relações de outra natureza aconteçam. A privação da constituição de relações autênticas é, talvez, a maior causa do adoecimento humano, restando ao homem relacionar-se com o mundo de modo falso, vagueando pelos caminhos que, imaginariamente, foram construídos para ele. É &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;impossível &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;que seja&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;produzida uma revolução social que ignore as relações afetivas. As relações que são tecidas sem a mediação do &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;homem-parasita&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; possuem uma sustentação própria e, além disso, têm um poder de contágio por vários canais da sociedade. Através das nossas atividades cotidianas &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;devemos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; expandir isso, com toda a nossa força! Chegaremos a um grau de tamanho envolvimento afetivo que, muitas vezes, já não será sequer necessário pedir um abraço ao outro, pois apenas com o encontro dos olhares &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;tudo já é dito...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Um canto pode mudar a vida de alguém, assim como um carinhoso toque na pele, acompanhado de palavras delicadamente sussurradas ao ouvido do outro - é &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;impossível &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;que, através do afeto, não seja criada uma outra perspectiva da existência. O amor que surge nessas experiências passa a nos guiar por toda a nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-2168475771815962094?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/2168475771815962094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=2168475771815962094&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2168475771815962094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/2168475771815962094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/02/relacoes.html' title='Relações'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-6220784903628869353</id><published>2009-02-04T11:41:00.001-08:00</published><updated>2011-11-30T16:08:39.772-08:00</updated><title type='text'>Caminhar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SYnvx7aqLsI/AAAAAAAAA4w/duNPOuboz1I/s1600-h/Ilh%C3%A9us+2009+037.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299030077620235970" src="http://1.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SYnvx7aqLsI/AAAAAAAAA4w/duNPOuboz1I/s320/Ilh%C3%A9us+2009+037.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 124px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;O caminhante tem sede por exploração. Durante o seu percurso em terras desconhecidas, ele é acompanhado por sensações que lhe fazem cantar, interiormente, músicas imaginadas e inventadas, e que são cada vez mais intensas quando o seu corpo exprime um novo ritmo alcançado. Ele percebe que, durante a experiência de caminhar sem rumo definido, a sua memória é &lt;i&gt;convocada&lt;/i&gt; para dançar junto com o seu corpo... Não, a solidão do caminhante não é uma covardia, como provavelmente muitos podem imaginar. Trata-se, na verdade, de uma permissão para que a sua solidão seja povoada por imagens, ritmos, afetos, memórias e percepções que, gradualmente, permitem um abandono da desarmonia de movimentos que condicionavam o seu corpo, para, somente assim, conquistar a liberdade de criar novos movimentos. Podemos dizer que o caminhante é inevitavelmente um amante do conhecimento. Por isso ele pode recorrer à escrita para expressar os seus pensamentos que nasceram caminhando. Afinal de contas, o caminhante-escritor &lt;i&gt;sabe &lt;/i&gt;que o sentido mais elevado da escrita é o de mudar a vida de quem lê os seus escritos. E, além disso, ele também sabe que a leitura, por ser um ato solitário, &lt;i&gt;necessita &lt;/i&gt;de uma escrita &lt;i&gt;honesta,&lt;/i&gt; isto é, uma escrita que ajude o leitor a amar a sua própria solidão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-6220784903628869353?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/6220784903628869353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=6220784903628869353&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6220784903628869353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/6220784903628869353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/02/caminhar.html' title='Caminhar'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SYnvx7aqLsI/AAAAAAAAA4w/duNPOuboz1I/s72-c/Ilh%C3%A9us+2009+037.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-588788549380835295</id><published>2009-01-14T14:52:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T11:56:20.261-08:00</updated><title type='text'>Despedida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;É notória a objeção que muitos indivíduos têm diante de um ato tão grandioso de despedir-se: talvez a despedida seja a coisa mais difícil de ser desejada porque a idéia comum que se tem da existência ainda está impregnada de concepções demasiado utilitárias, e de uma avaliação profundamente torpe dos pressupostos mais essenciais à criação. Mas, apesar disso, a despedida é, talvez, o ato mais importante para quem é impelido por uma grande inspiração: um pensamento maior surge naquele que percebe o movimento inexorável das mudanças que estão presentes em absolutamente tudo que existe. Para quem tem no corpo o sangue do artista, despedir-se das coisas que, temporariamente, fazem parte da sua existência é a condição vital para que a sublime obra de manter-se na transposição de limites não seja interrompida por uma leviandade qualquer que pode assolá-lo em certas circunstâncias, e que, por isso, torna-se perigosa. Melhor que seja interrompida por uma causa muito mais nobre, que é a produção infinita da existência... A dor da despedida, por ser honesta, é infinitamente menor do que a dor do adoecimento que, inevitavelmente, surge quando estamos dominados pelo medo do desconhecido. Mas há tanta coisa para ser explorada nesse mundo desconhecido que, inclusive, nos habita! É, sem dúvida, um problema nosso saber quando não podemos mais esperar para irmos embora. Mas enquanto não partimos, um vento forte – que se repete incontáveis vezes durante a nossa existência – continua a nos empurrar para efetuarmos a despedida de tudo aquilo que tornou-se uma desarmonia – não há dúvida que somos impulsionados, a todo momento, à musicalidade. Somente assim podemos nos unir aos que puderam despedir-se: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;les tornam-se compreensíveis para nós porque experimentamos o que são as dores e as lágrimas de uma despedida, mas também aprendemos que a alegria e os sorrisos também estão implicados no ato de despedir-se...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Nasce uma união dos que superaram o medo de se diferenciar. &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Apenas essa união é legítima&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, pois, afinal, é a própria vida que quer expandir-se que a legitima. &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Grande celebração dos que ousaram trocar de pele!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; E tal união é radicalmente distinta daquelas que são realizadas pelas instituições que foram erguidas por aqueles que &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; conseguem efetuar a despedida: é inevitável que sejam uniões artificiais, marcadas por um ínfimo traço de vida...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-588788549380835295?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/588788549380835295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=588788549380835295&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/588788549380835295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/588788549380835295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/01/despedida.html' title='Despedida'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-3006335395791682445</id><published>2009-01-07T04:53:00.001-08:00</published><updated>2010-12-11T04:52:25.030-08:00</updated><title type='text'>Falar</title><content type='html'>&lt;span style="LINE-HEIGHT: 20px" class="Apple-style-span"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic" class="Apple-style-span"&gt;"Porque alguém tem sempre que falar? Muitas vezes não deveria falar, e sim ficar &lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em sil￪ncio. Por"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic" class="Apple-style-span"&gt;em silêncio. Por&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic" class="Apple-style-span"&gt; mais que alguém fale, menos as palavras significam. Palavras devem expressar apenas o que queremos dizer” &lt;span style="FONT-STYLE: normal" class="Apple-style-span"&gt;- &lt;/span&gt;Viver a vida, &lt;span style="FONT-STYLE: normal" class="Apple-style-span"&gt;de Jean-Luc Godard&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="center"&gt;Falar, falar, falar. Certamente falamos demais por termos pouca coisa – ou nada – a dizer. A tagarelice parece não ter fim. As palavras são excessivamente desperdiçadas e mutiladas porque perdemos &lt;span style="FONT-STYLE: italic" class="Apple-style-span"&gt;a dilatação das experiências que não são faladas&lt;/span&gt;. Uma pausa indispensável para o burburinho das ruas, da televisão, do trabalho. Passamos, então, a permitir que o tempo, através de nós, gere palavras vivas. Agora, em cada palavra dita, um rasgo é feito. O desejo passa, atravessa a palavra, toca e modifica o ouvinte: estranhamento, hilaridade, repulsa, medo, amor... De qualquer modo, algo vai ser produzido em quem é tocado por palavras impulsionadas por um desejo livre... É livre porque destrói tudo aquilo que a moral, a religião e a razão querem limitar ao estabelecerem o que pode e o que não pode ser dito - o efeito disso não poderia ser mais nocivo: as palavras mortas passam a dominar a nossa vida. Precisamos encontrar o nosso tempo próprio de processar o que nos atinge, a nossa maneira singular de sermos tocados por elementos da vida que não são falados... Mas também podemos privilegiar as palavras faladas que expressam algo novo, diferente – e isso existe. Basta selecionarmos aquelas que nos tocam com uma força que nos impulsiona – para aonde? Pouco importa. Uma palavra, bem utilizada, pode fortalecer. Núpcias e &lt;span style="FONT-STYLE: italic" class="Apple-style-span"&gt;não&lt;/span&gt; a morte! - já que as palavras mortas não têm, de fato, algo a nos dizer.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-3006335395791682445?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/3006335395791682445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=3006335395791682445&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3006335395791682445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/3006335395791682445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/01/falar.html' title='Falar'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-1512858003459701124</id><published>2009-01-07T04:51:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T16:05:57.041-08:00</updated><title type='text'>Escondido</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,serif; font-size: small;"&gt;Viver anonimamente, escondido, não nos parece ser uma fuga covarde. Pelo contrário, além de ser um altivo cuidado de si, é uma grande prova de força, de uma conquista da vida corajosa. A vida sábia é conquistada quando encontramos, através das mais variadas coisas do mundo, as companhias que pertencem à nossa natureza. Talvez uma das tarefas mais árduas da nossa existência é sabermos nos livrar das amarras, isto é, fazer morrer o que pode morrer, pois o que se tornou dispensável não pode mais ter sentido para ser carregado conosco. Tais relações venenosas com as coisas do mundo nos impedem de dispor o nosso corpo e a nossa mente para tudo o que é novo. Assim, levamos uma vida que assemelha-se à massa – e, pior, nos preocupamos cada vez mais em viver assim. Fazemos o que os outros querem e, como é inevitável, colhemos os piores  frutos em razão dessa ignorância. Perdemos tempo e forças com tarefas inúteis – ser recompensado, admirado, invejado, famoso ou, simplesmente, ser um sujeito “normal”, demanda doses absurdas de compromissos enfadonhos e de companhias insuportáveis. Tudo para preservar uma imagem que destoa completamente da nossa singularidade. Viver como a maioria torna-nos agitados, perturbados, impotentes para pensar e agir. Não há algo mais nocivo do que viver em um ambiente errado. Em vez de utilizarmos as nossas forças para coisas muito mais nobres, utilizamo- as para afastar de nós o que nos corrompe, tentamos encontrar atalhos, momentos de boa companhia ou momentos para ficar com nós mesmos. Mas o dever social nos chama, o telefone não pára de tocar, os compromissos são inadiáveis e, mais uma vez, o que nos daria a chance de começar a entender o processo da nossa diferenciação, é adiado mais uma vez. Não há dúvida de que, assim, a vida transforma-se, cada vez mais, em um grande tédio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" style="line-height: 1.6em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-footer" style="color: #000033; font: normal normal normal 76%/normal Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; letter-spacing: 0.1em; line-height: 1.4em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0.75em; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-1512858003459701124?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/1512858003459701124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=1512858003459701124&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/1512858003459701124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/1512858003459701124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/01/escondido_4453.html' title='Escondido'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1283012243789697589.post-8618679724460276678</id><published>2009-01-03T16:30:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T17:13:54.670-08:00</updated><title type='text'>Trechos selecionados</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;mso-hyphenate:auto"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Introdução à filosofia de Spinoza&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-style: normal; font-weight: normal; font-size:16px;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;mso-hyphenate:auto"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SWDZsfoSdjI/AAAAAAAAA3Q/5tmVna05ZEo/s320/340_filosofia_de_Spinoza.pdf.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 154px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287465320960914994" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;mso-hyphenate:auto"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;    &lt;/span&gt;Como é impossível que o homem não seja uma parte da natureza, não haveria, em um primeiro momento, qualquer possibilidade de ele ter uma vida livre. Como há, apenas em um certo sentido, uma oposição entre os indivíduos (já que um indivíduo pode decompor outro), restaria ao homem encontrar a sua liberdade em outro mundo, transcendente. Impotente para regular e refrear as paixões, restaria ao homem negar o testemunho dos sentidos do seu corpo e crer na imortalidade da sua alma. &lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-style: italic; font-weight: bold; font-size:16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;Como combate à todo modo de viver que nega o corpo – e as paixões –, Spinoza nos diz que a liberdade não está em outro mundo, mas neste mundo mesmo. Viver de modo livre consiste, basicamente, na efetuação da capacidade que a nossa mente possui para regular e refrear as paixões. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;potência do intelecto corresponde à liberdade humana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;. Conhecimento e liberdade. &lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-style: italic; font-weight: bold; font-size:16px;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;Essa potência de conhecer adequadamente, pelo segundo gênero de conhecimento, exprime-se da seguinte maneira: a nossa mente passa a ligar as imagens ou afecções do corpo humano à ordem do entendimento. A idéia adequada apenas surge quando podemos selecionar as afecções que combinam com a nossa relação característica: “Durante o tempo em que não estamos tomados por afetos que são contrários à nossa natureza, nós temos o poder de ordenar e concatenar as afecções do corpo segundo a ordem própria do intelecto” (Ética, 5, Prop. 10). Deixamos de amar ou odiar uma causa exterior quando a nossa mente liga a produção desses afetos-paixões às suas causas reais, ou seja, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;às&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;causas relacionadas à conveniência ou não de um certa mistura entre o nosso corpo e outros corpos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;: “Se separamos uma emoção do ânimo, ou seja, um afeto, do pensamento da causa exterior, e a ligamos a outros pensamentos, então o amor ou o ódio para com a causa exterior, bem como as flutuações de ânimo, que provêm desses afetos, serão destruídos” (Ética, 5, Prop. 2). De um conhecimento imaginário, que é fonte das ilusões da consciência, a nossa mente passa a ligar a produção dos afetos-paixões às causas reais, ou seja, ao encadeamento infinito de corpos do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;modo infinito mediato&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;Dos infinitos corpos que existem na natureza, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;alguns podem combinar ou não com a nossa natureza&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;(noção comum menos geral). A nossa mente produz uma idéia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;clara e distinta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;dos afetos-paixões, o que nos faz padecer menos das excitações e das tristezas: “Portanto, um afeto está tanto mais sob nosso poder, e a mente padece tanto menos, por sua causa, quanto mais nós o conhecemos” (Ética, 5, Prop. 3, cor.); “[...] segue-se que cada um tem o poder, se não absoluto, ao menos parcial, de compreender a si mesmo e de compreender os seus afetos, clara e distintamente e, conseqüentemente, de fazer com que padeça menos por sua causa” (Ética, 5, Prop. 4, esc.). Portanto, quanto mais a mente conhece a produção das paixões, mais ela é capaz de ordenar as afecções a seu favor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;Trata-se de um conhecimento dos afetos-paixões que somos capazes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;. &lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-style: italic; font-weight: bold; font-size:16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;Como é possível perceber, o remédio para as paixões não está, portanto, na crença em um mundo transcendente ou em algum salvador, mas sim na potência que a nossa mente tem para compreender, para formar as noções comuns. Através do entendimento, podemos evitar a ambição, a gula, a embriaguez, o ódio, a inveja, a comiseração, a vingança e outras paixões que são nocivas: passamos a refrear essas paixões através do desejo ativo de firmeza. Portanto, o remédio para as paixões chama-se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;conhecimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt;: “E, por isso, não se pode imaginar nenhum outro remédio que dependa de nosso poder que seja melhor para os afetos do que aquele que consiste no verdadeiro conhecimento deles, pois não existe nenhuma outra potência da mente que não seja a de pensar e de formar idéias adequadas” (Ética, 5, Prop. 4, esc.). Como há uma capacidade real da nossa mente para conhecer e ordenar as afecções do corpo, ao efetuarmos isso, ficamos alegres com a nossa própria potência. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:13px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; font-weight: bold; "&gt;Mente, corpo, imaginação e memória em Espinosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(revista &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Filosofia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, edição 29)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; font-weight: bold; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SWACE3aZqII/AAAAAAAAA3I/LCaB9BzRiXA/s320/mente+e+spinoza.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287228245150378114" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 149px; height: 200px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; font-weight: bold; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O homem da imaginação, por ter o seu corpo já habituado a ser afetado da mesma maneira, não se permite novas experimentações com o seu corpo para que outras imagens sejam produzidas e, simultaneamente, para que novas idéias dessas afecções sejam produzidas pela sua mente. Como já vimos, um corpo passivo (submetido ao hábito) corresponde a uma mente passiva. É evidente que o problema não é nem a memória e nem o hábito, já que são absolutamente fundamentais para a nossa vida, no que se refere ao aspecto utilitário ou prático da existência. O problema é quando a memória das marcas é utilizada para julgar a vida, para controlar racionalmente a vida, pois uma vida “desprovida” de ordem deve ser “corrigida” — assim a consciência humana, que conhece apenas efeitos, tem a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;pretensão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt; de submeter aquilo que a produz... Através dessa ilusão, a vida humana conhece apenas o seu aspecto utilitário, de sobrevivência, o que a impede de entender a natureza e viver de modo livre. Não há dúvida de que, nesse caso, a existência fica pesada, transforma-se em um grande fardo, já que está submetida a uma ordem imaginária. Uma vida doente é, necessariamente, uma vida que está incapacitada de produzir novos encontros, novas maneiras do corpo ser afetado, para que novas imagens sejam produzidas. Temos as idéias — ou o conhecimento — de acordo com as modificações do nosso corpo, isto é, de acordo com a nossa maneira de viver. Para que o homem possa conhecer adequadamente a natureza é necessário, então, que ele crie outras maneiras de viver, de experimentar, de modo que o hábito constitua a sua menor parte: assim, a vida humana poderá retornar ao processo de criação de si mesma. Deste modo, o homem impotente pode passar, de fato, a pensar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; font-weight: bold; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;A revelação de Estamira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;e a destruição da humanidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SVjgs2jWjoI/AAAAAAAAA2o/TKne-MaeU30/s320/A_revelao_de_Estamira.pdf.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285221223881936514" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 154px; height: 200px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;É &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;comum haver uma desvalorização do que não é compreendido por acreditar-se que palavras supostamente “desconectadas” são meros efeitos de um indivíduo perturbado. É quando a vida normalizada – que se &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;tornou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; normalizada – julga, através de um restrito campo de visão dos seus valores morais, que o que não é compreendido não pode ter, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;por isso mesmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, alguma importância. Assim, a vida normalizada constata que o que escapa à interpretação só pode ser algo inútil: “o que eu ganharei com isso?”, pergunta-se o pobre indivíduo massificado. Agindo assim, a massa segue com as suas crenças que tornam os fenômenos do mundo “inteligíveis”. As explicações oferecidas pelas mais diversas superstições dão um impulso rumo ao tão sonhado controle da realidade. Mas o que é considerado inteligível é exatamente tudo que fornece uma aparência de que as coisas estão bem “ordenadas” através de uma fé religiosa ou de uma racionalidade humana. Essa “inteligibilidade” faz com que os verdadeiros problemas nem sequer possam ser colocados, já que estes estão muito distantes da visão automatizada da massa – de tal forma que ela nem sequer pode imaginar que esses problemas existem. Refém de uma exaustiva interpretação dos signos, a massa imagina que pode encontrar um sentido “verdadeiro” para os acontecimentos do mundo, o que faz com que ela se feche cada vez mais a um outro modo de experimentar ou de viver &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;sem pretender mistificar a natureza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Um conhecimento prático, útil à vida que degenera, obstrui o engendramento de questões e problematizações que certamente vão perturbar um determinado modo de viver: é essa a razão para que o discurso do esquizofrênico seja colocado à margem do discurso oficial. Não interessa ao poder um discurso que ponha abaixo o império do significante: os delírios do esquizofrênico são suficientemente potentes para se sustentarem por si mesmos, e é inevitável que eles possuem uma grande força para produzir em nós os mais estranhos afetos. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Já que Estamira tem algo de importante a comunicar ou, como ela mesma diz, a revelar, parece-nos ser fundamental fazer uma breve análise do seu discurso. Mas não pretendemos utilizá-lo para encontrar supostas verdades que estariam escondidas por detrás dele – não queremos cair no risco de uma interpretação que busca decifrar enigmas e impor aos leitores uma verdade que seria a mais “verdadeira” de todas. Utilizamos o discurso de Estamira como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;produção desejante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; que nos afeta ao &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;produzir algo em nós mesmos e que nos leva à ação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Queremos levar adiante a revelação de Estamira ao dizermos coisas que, talvez, ela não tenha sequer sonhado. Servimo-nos do presente que ela nos deu como um estímulo para realizarmos um esboço de crítica aos valores dominantes do mundo moderno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;Introdução à filosofia de Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SVjfQMGXyXI/AAAAAAAAA2g/Wh8TDAcuYUM/s1600-h/Introduo__Filosofia_de_Nietzsche__EDIO_2007_.pdf.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SVjfQMGXyXI/AAAAAAAAA2g/Wh8TDAcuYUM/s320/Introduo__Filosofia_de_Nietzsche__EDIO_2007_.pdf.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285219631938128242" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 154px; height: 200px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Durante o nosso percurso existencial, a maior de todas as tarefas, “tornar-se o que se é”, é &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;invertida pela moral&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; através do “tornar-se o que os outros querem”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Tornar-se o que a moral quer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; é tornar-se uma ovelha obediente, que abandona a si mesma para honrar os seus compromissos com o social. E qual social? O &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;dos parasitas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Diz Nietzsche: “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Olhando em torno com maior cuidado, descobri que existe o mesmo infortúnio para um grande número de jovens”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Jovens que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;nem se deram conta de que não há caminho a seguir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, a não ser o caminho construído pela vida singular. Estão distantes, cada vez mais distantes do Não do leão. E quando, em raros momentos, essa vida atinge um certo grau de regeneração (o que é perigoso para os moralistas), ela é &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;novamente amputada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;... &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;É importante salientarmos o que Nietzsche diz a respeito do valor da sua doença: ela o libertou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;lentamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;... Ter paciência, conhecer o nosso próprio tempo – assim podemos romper lentamente com o processo de obediência ao poder para obedecermos a potência. Nesse processo de crescimento espiritual, o que antes era considerado extremamente indispensável, perde o encanto – tornou-se inteiramente dispensável diante &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; tarefa... A vontade de potência expande-se para &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;além&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;daquilo que anteriormente tinha alguma função. É assim também com o organismo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;“Mesmo no interior de cada organismo não é diferente: a cada crescimento essencial do todo muda também o ‘sentido’ dos órgãos individuais – em certas circunstâncias a sua ruína parcial, a sua diminuição em número (pela destruição dos componentes intermediários, por exemplo) pode ser um signo de crescente força e perfeição [...] A magnitude de um ‘avanço’, inclusive, se mede pela massa daquilo que teve de lhe ser sacrificado.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;148&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 0); font-size:16px;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Insistir em manter alguma coisa que já está seca e que não pode dar mais nada é um evidente sintoma de definhamento do conjunto de uma vida (uma sociedade assim corrompe-se...). Saber desprezar é um ato de amor...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Manter-se em devir ativo é o lema nietzschiano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Por isso é importante recordarmos a seguinte frase de Nietzsche: “Mas que tome consciência do que é que lhe dá o mais alto sentimento, e não receie nenhum meio! Isso vale a eternidade!” Podemos, então, começar pelas seguintes questões: o que nos faz sentir?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Onde é que está a intensidade? Quais são os alimentos que nos tornam mais aptos a desenvolvermos uma atividade que nos dá prazer? Qual é o melhor ambiente para essa ou aquela atividade? Quais as companhias que não são mais úteis para o nosso crescimento?... Ativar a nossa sensibilidade para o que é estranho e desprezado por todos, pode ser um princípio básico para o cultivo da nossa singularidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;O anjo exterminador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SVjd_D9ndQI/AAAAAAAAA2Y/bayp3twD7tw/s1600-h/ac971752.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SVjd_D9ndQI/AAAAAAAAA2Y/bayp3twD7tw/s320/ac971752.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285218238184518914" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 154px; height: 200px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoBodyText"  style="text-align: justify; line-height: 150%; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; color:white;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;          &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;Nas eleições, sabemos o poder que a burguesia tem para eleger o candidato que mais lhe interessa: a mídia tem uma função fundamental nesse processo, com enorme poder de persuasão. Mas, no entanto, o povo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;imagina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; que possui poder de decisão na vida política de seu país, já que, no regime democrático, a “voz da maioria é ouvida”. Por isso que, para esse sistema funcionar, é fundamental que o eleitor seja produzido &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;antes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;: é criada uma estranha sensação de que a ordem das coisas mudou – da ordenação da nobreza para a ordenação da burguesia (esta última seria mais “justa”, corresponderia a um “avanço”...). Após a Revolução Francesa, o poder passa para as mãos... do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;povo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;! Devemos acreditar nesse ato de prestidigitação? &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A democracia foi o grande golpe da burguesia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;: um povo cansado, ressentido, ganha a oportunidade de participar “ativamente” da vida política do seu país. O Estado – até então representado e comandado pela figura de um rei – passa por uma substituição de invólucro: a burguesia inventa uma armadilha prodigiosa para evitar a hostilidade da massa contra si mesma, concedendo ao povo o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;direito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; de eleger os políticos que lhe representarão no poder... Sabemos que não há poder que se sustente sem o apoio do povo, por isso houve a necessidade de criar essa armadilha impecável, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;quase à prova de críticas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;: quem ousasse criticá-la era sumariamente declarado um inimigo da “liberdade”. Nesse ponto, a burguesia foi incrivelmente astuta: certamente, a experiência revolucionária de 1789 lhe ajudou muito, já que, durante a revolução, a burguesia testemunhou o que um povo dominado pelo ódio é capaz de fazer.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O sistema democrático permite que a burguesia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;transfira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; o ódio das massas diretamente ao governante de um país, livrando-se da acusação daqueles que ela explora diariamente. Eleito pelo povo, o governante é a prova de que a “vontade do povo prevaleceu” – mas se algo der errado, ele é o primeiro a ser declarado &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;culpado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Portanto, torna-se comum a revolta do povo dirigir-se contra os &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;políticos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; contra as instituições democráticas – e muito menos contra o sistema de exploração do trabalho capitalista (nesse caso, as manifestações dirigem-se contra as condições de trabalho, pela luta por maiores salários, pela redução da jornada de trabalho, etc., e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; contra a exploração da mão-de-obra). Ou seja, o Estado é inatacável, as suas instituições são sagradas e invioláveis, porque acredita-se que, sem elas, não haveria como manter a ordem social. É comum ouvirmos comentários de que “o problema não são as instituições, mas as pessoas que lá estão”. Na relação de amor e de ódio com os políticos, o homem baixo deposita as suas esperanças de salvação em um outro homem que, por se meter no jogo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;imundo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; do poder, já está perdido para si próprio – como ele poderia, então, salvar um povo? Fisgado pela boca, as esperanças que o homem moderno tem para alcançar uma vida melhor, em uma sociedade mais “justa”, sempre se renovam a cada nova eleição. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"  style="text-align: justify; line-height: 150%; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; color:white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"  style="text-align: justify; line-height: 150%; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; color:white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;Discurso do trabalho irracional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SVjcNkD02tI/AAAAAAAAA2Q/v7rD24AL24U/s320/Discurso_do_trabalho_irracional_Amauri_Ferreira.pdf.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285216288295410386" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 154px; height: 200px; " /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Sem dúvida, escrever é um trabalho. O ato de escrever torna-se um grande prazer somente quando eu tenho vontade, quando não há uma ordem de alguém que diz “escreve isto e isto” e que deseja fazer com &lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;que as minhas mãos criem mais uma arma para a manutenção de interesses mesquinhos. Mas as minhas mãos não estão neste mundo para satisfazer as exigências de um covarde. Elas estão no mundo para permitir a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;expressão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; da força do meu &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;espírito&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. E não é possível encontrar nestas palavras alguma linearidade: num momento, o tom da fala transmite serenidade, num outro, fica mais feroz. São como as nuvens das tardes de verão que, após a calmaria e a beleza inocente de mais um dia ensolarado, se transformam rapidamente em nuvens negras, escurecendo o céu, para depois despejar raios e trovões que espantam muitos dos que presenciam esse espetáculo da metamorfose. De repente, lá embaixo, ouvem-se as vozes de lamentação: “Pensei que o tempo não fosse mudar” - “Pois é, mas ele mudou. Ele&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;sempre&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; muda...”. &lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A escrita tem que servir à vida, assim como o cinema, a música, o teatro, a arquitetura. Quem acredita que o trabalho é o oposto disso, está completamente &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;lesado&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;... Não consigo encontrar outro sentido do fazer-escrever que não seja este: seja em uma frase curta, em um poema ou em um ensaio, o que verdadeiramente importa é que o ato de escrever &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;somente&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;mostra a sua força a partir do momento que põe o leitor em uma &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;nova&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; perspectiva de si e do mundo. Por isso que, neste texto, aquilo que fala não quer saber de tédio, nem de “ordem” ou de “coerência”. E se não houver leitores, pouco importa, pois ele já serve para a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;minha&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; própria vida... E já aviso que este texto apenas não permite um &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;único &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;uso: o uso do capital. Aqui, ele não tem nenhuma chance de existir. Desde a primeira frase, até a última, o capital é, delicadamente,&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;expulso&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Ele olha para o texto e diz, decepcionado: “Hum... não há nada que eu possa aproveitar por aqui!”. E aí ele vai embora, ávido por páginas escritas que desejam ser exploradas por ele. De uma coisa tenho certeza: escrever é um trabalho... &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ético&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Portanto, já poupo o esforço de quem pretende descobrir a minha “personalidade verdadeira”, que pode estar “oculta” através dos meus escritos: nem percam tempo com isso. Existem coisas mais interessantes para se fazer... Aliás, o mundo precisa de pessoas que &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;saibam&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; o que fazer com a própria vida, e não que desejem rotular e definir tudo o que lhes causa estranhamento. Muitas pessoas têm uma indisposição terrível em querer abrir-se ao que não se conhece. Será que é medo de si mesmo?... Quem tem medo de experimentar, tem medo de viver... &lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E, até aqui, o que eu quis dizer? Que viva o fazer-cozinhar, fazer-cantar, fazer-pintar, fazer-costurar, fazer-plantar, fazer-ensinar, fazer-dançar, fazer-interpretar, fazer-filmar, fazer-fotografar e outros inúmeros fazeres que estejam livres das formas pré-estabelecidas! Viva o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;fazer-com-prazer&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;! Viva o trabalho... &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;racional&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1283012243789697589-8618679724460276678?l=amauriferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amauriferreira.blogspot.com/feeds/8618679724460276678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1283012243789697589&amp;postID=8618679724460276678&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/8618679724460276678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1283012243789697589/posts/default/8618679724460276678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amauriferreira.blogspot.com/2009/01/trechos-selecionados.html' title='Trechos selecionados'/><author><name>Amaureks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01417167457162244887</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-y2a-6NIRhRA/TXbEYvFFtmI/AAAAAAAAC_g/i85hxZWsteo/s220/IMG_40322.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_adXv275n_rE/SWDZsfoSdjI/AAAAAAAAA3Q/5tmVna05ZEo/s72-c/340_filosofia_de_Spinoza.pdf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
